Naftali

A supremacia Google

Categoria(s): (Artigo) por Naftali em 17-06-2008

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Estamos em uma era onde informação é a base de tudo. Já não podemos contar apenas com o que as pessoas fazem a respeito de algo, mas sim o que elas sabem a respeito de algo. As mudanças são tantas, mas hoje já nem percebemos mais que elas aconteceram.

Vamos voltar alguns anos. Quando eu tinha meus 12 anos de idade, para realizar uma pesquisa para a escola, eu juntava todos os livros que podia da biblioteca e lia, lia e relia, e então começava a escrever o que viria a ser o trabalho (quando eu não copiava na “cara-dura” mesmo). Isso “tirava” de mim, no mínimo, 3 dias de escrita. Chegava a doer a mão de tanto que escrevia, para, no fim, gerar um manuscrito em 2 folhas almaço (lembram disso?).

Isso porque não tenho um passado muito distante, mas isso não torna a minha experiência muito diferente da que meus avós tiveram, pois da mesma forma que eu, eles procuravam livros, pesquisavam e escreviam. A questão é que com o crescimento da internet e a facilidade de acesso a essa tecnologia, o mundo começou a mudar, muito mais do que a diferença entre a minha infância e a de meus avós.

Quando ouvi pela primeira vez o nome Google, achei muito estranho, pois costumava fazer minhas pesquisas na internet pelo Cadê (que é muito mais fácil de pronunciar). Mas essas pesquisas se resumiam a coisas banais, raramente procurava algo na internet, até porque, naquela época usava discada, e não podia ficar muito tempo online. Por essa razão eu conectava, fazia o que queria fazer, e depois saia (isso só no fim de semana, durante a semana é pecado!).

A evolução

Até que comecei então a me familiarizar com o Google, porque ele realmente achava o que eu precisava. Comecei a pesquisar material para trabalhos usando ele, e consequentemente tudo o que queria fazer, principalmente quando não sabia para onde ir, eu procurava no Google. Mas como em todo princípio, minhas buscas se resumiam a dicas de jogos, salas de bate-papo, etc. Depois de um tempo comecei a usar tanto essa ferramenta, que me tornei dependente e não percebi. Acredito que o mesmo tenha acontecido com você que está lendo agora.

A partir dai, qualquer coisa que fugia do meu conhecimento eu comecei a procurar no Google. Descobri para que tal programa servia, como mudar configurações do windows, como instalar programas diferentes, comecei a achar uma variedade enorme de conteúdo e informação que antes eram quase impossíveis de serem encontradas sem a internet.

Quando comecei a usar banda larga essa história deslanchou de vez. Tornei-me então completamente dependente da internet e do mundo que a cerca. Qualquer coisa que eu não saiba eu procuro no Google, qualquer coisa mesmo. Até coisas que eu sei que só vou encontrar em determinado site, eu procuro no Google, como por exemplo, um artigo no Wikipedia, ao invés de procurar as palavras chaves nele, eu procuro no Google e coloco Wikipedia na frente. Pronto, não preciso de mais nada, já até fiz isso para encontrar produtos no Mercado Live (só assim consegui encontrar o que precisava, por incrível que pareça).

Toda essa necessidade é muito bem retratada em um dos episódios do seriado “The IT Crowd”, cuja cena você pode ver no vídeo abaixo (desculpe pessoal, mas não achei legendado Achei uma versão com legenda em espanhol. Ajuda um pouco.):

Finalizando

Pois bem, a questão é que essa necessidade não se retringe apenas a mim, mas absolutamente a todas as pessoas que usam a internet. Até o Firefox faz buscas no Google para poder retornar a página correta para você. Pois é, não são muitos que conhecem essa funcionalidade, mas se você digitar uma palavra, frase, ou qualquer coisa na barra de endereços do firefox, ele vai procurar no Google, se ele encontrar algo relevante, essa página é carregada automaticamente (experimente digitar apenas “orkut” na barra de endereços e veja o resultado).

Apesar disso ser completamente normal em dias como hoje, existem pessoas que não estão habituadas com a internet e acham isso um pouco estranho. Enquanto conversava com uma colega minha, ela me comentou que no trabalho dela, algumas pessoas um pouco mais velhas, já perguntaram por que ela pesquisa tudo no Google, e essa questão até que foi recebida com uma certa “estranheza”, vamos assim dizer, porque hoje é normal fazer isso.

Mas a questão real é: “Pode alguém, em dias como os de hoje, viver sem Google?”. Acredito que a resposta, pelo menos para a maioria, seja não.

Agradecimentos: Talita Reis, pela idéia do post.

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