Estamos em uma era onde informação é a base de tudo. Já não podemos contar apenas com o que as pessoas fazem a respeito de algo, mas sim o que elas sabem a respeito de algo. As mudanças são tantas, mas hoje já nem percebemos mais que elas aconteceram.
Vamos voltar alguns anos. Quando eu tinha meus 12 anos de idade, para realizar uma pesquisa para a escola, eu juntava todos os livros que podia da biblioteca e lia, lia e relia, e então começava a escrever o que viria a ser o trabalho (quando eu não copiava na “cara-dura” mesmo). Isso “tirava” de mim, no mínimo, 3 dias de escrita. Chegava a doer a mão de tanto que escrevia, para, no fim, gerar um manuscrito em 2 folhas almaço (lembram disso?).
Isso porque não tenho um passado muito distante, mas isso não torna a minha experiência muito diferente da que meus avós tiveram, pois da mesma forma que eu, eles procuravam livros, pesquisavam e escreviam. A questão é que com o crescimento da internet e a facilidade de acesso a essa tecnologia, o mundo começou a mudar, muito mais do que a diferença entre a minha infância e a de meus avós.
Quando ouvi pela primeira vez o nome Google, achei muito estranho, pois costumava fazer minhas pesquisas na internet pelo Cadê (que é muito mais fácil de pronunciar). Mas essas pesquisas se resumiam a coisas banais, raramente procurava algo na internet, até porque, naquela época usava discada, e não podia ficar muito tempo online. Por essa razão eu conectava, fazia o que queria fazer, e depois saia (isso só no fim de semana, durante a semana é pecado!).
A evolução
Até que comecei então a me familiarizar com o Google, porque ele realmente achava o que eu precisava. Comecei a pesquisar material para trabalhos usando ele, e consequentemente tudo o que queria fazer, principalmente quando não sabia para onde ir, eu procurava no Google. Mas como em todo princípio, minhas buscas se resumiam a dicas de jogos, salas de bate-papo, etc. Depois de um tempo comecei a usar tanto essa ferramenta, que me tornei dependente e não percebi. Acredito que o mesmo tenha acontecido com você que está lendo agora.
A partir dai, qualquer coisa que fugia do meu conhecimento eu comecei a procurar no Google. Descobri para que tal programa servia, como mudar configurações do windows, como instalar programas diferentes, comecei a achar uma variedade enorme de conteúdo e informação que antes eram quase impossíveis de serem encontradas sem a internet.
Quando comecei a usar banda larga essa história deslanchou de vez. Tornei-me então completamente dependente da internet e do mundo que a cerca. Qualquer coisa que eu não saiba eu procuro no Google, qualquer coisa mesmo. Até coisas que eu sei que só vou encontrar em determinado site, eu procuro no Google, como por exemplo, um artigo no Wikipedia, ao invés de procurar as palavras chaves nele, eu procuro no Google e coloco Wikipedia na frente. Pronto, não preciso de mais nada, já até fiz isso para encontrar produtos no Mercado Live (só assim consegui encontrar o que precisava, por incrível que pareça).
Toda essa necessidade é muito bem retratada em um dos episódios do seriado “The IT Crowd”, cuja cena você pode ver no vídeo abaixo (desculpe pessoal, mas não achei legendado Achei uma versão com legenda em espanhol. Ajuda um pouco.):
Finalizando
Pois bem, a questão é que essa necessidade não se retringe apenas a mim, mas absolutamente a todas as pessoas que usam a internet. Até o Firefox faz buscas no Google para poder retornar a página correta para você. Pois é, não são muitos que conhecem essa funcionalidade, mas se você digitar uma palavra, frase, ou qualquer coisa na barra de endereços do firefox, ele vai procurar no Google, se ele encontrar algo relevante, essa página é carregada automaticamente (experimente digitar apenas “orkut” na barra de endereços e veja o resultado).
Apesar disso ser completamente normal em dias como hoje, existem pessoas que não estão habituadas com a internet e acham isso um pouco estranho. Enquanto conversava com uma colega minha, ela me comentou que no trabalho dela, algumas pessoas um pouco mais velhas, já perguntaram por que ela pesquisa tudo no Google, e essa questão até que foi recebida com uma certa “estranheza”, vamos assim dizer, porque hoje é normal fazer isso.
Mas a questão real é: “Pode alguém, em dias como os de hoje, viver sem Google?”. Acredito que a resposta, pelo menos para a maioria, seja não.
Agradecimentos: Talita Reis, pela idéia do post.
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Bom dia Naf.
Ficou muito bom o artigo “A supremacia Google” =) Adorei!
Quando comecei a ler, também relembrei do meus tempos de “Ensino Fundamental” (bem esse termo é novo e bonito, digo “primário” mesmo XD).
Quando minha mãe comprou uma enciclopédia para eu e minha irmã usarmos nas pesquisas escolares. Para época foi ótimo, achava muita coisa lá, mas com o passar dos anos, os seus doze volumes ficavam desatualizados, e sem contar que se fizesse a pesquisa sobre “Folclore” em um ano, no outro não poderia ser a “minha enciclopédia” a grande fonte de pesquisa.
Interessante porque ela ainda está lá, mas dificilmente alguém percebe e muito menos utiliza.
Bem se a “Era Digital” nos proporciona informações sempre atualizadas, sempre na hora e lugar que desejamos,e nos permite ainda não ter que passar horas em “manuscritos gigantescos”, seria bom também que antes da impressão de todos os arquivos necessários todos pensassem em suas responsabilidades e compromissos com o Meio Ambiente.
Bom Naf…acho que é só =) rs*
Parabéns por mais este artigo.
Beijos e tenha um bom dia
Tali
Pois estamos no meio da revolução… de acordo com que ja vem ocorrendo de forma ainda timida mais ja vem o ocorrendo, vai acontecer o que a reportagem da Globo sobre o Google, vai ser tudo remoto, com a melhora da velocidade da conexão fica mais facil, vai chega o dia que vamos lembrar nossa nós tinhamos HD’s, agoa além de fica mais barato posso acessar meus arquivos da maquina que eu quiser, é assustador fala ai, imagine quanto não vão te que investir em segurança pois, pois se uma pessoa é atacada por hackers e pode pede arquivos importantes…blablabla… nossa .. bom vamos espera
Pois é, como o Ferpa disse, também acho que essa evolução não vai parar (e nem pode), mas isso nos assusta. Talvez mais pra frente até sejamos mesmo aquelas pessoas mais velhas que perguntam: “Mas você sempre faz isso?” hehehe
Nossa, e eu lembro desse tempo da enciclopédia hehehe Também usava pra pesquisar, mas hoje ela se tornou meio que inútil… =/
Somos escravos do Google.
Naf, você não é tão mais novo que eu. Eu com 12 anos lembro que a Internet começava a engatinhar no Brasil, e que só os ricos tinham acesso. Lembro que a AOL tentou dominar o mundo espalhando cds. Fui responsável por 99% dos “Gmails” no Fernando Prestes (recebi um convite do próprio Google, e disseminei o Gmail entre alunos e professores, na época vc só tinha direito a 10 convites).
Mas para buscas, só comecei a usar o Gugol no Firefox, pq eu sempre gostei mais do Altavista. É mole? é, é mole mais sobe. :P
Quando comecei a fazer as buscas na Net, com a AOL e a Conexão discada, primeiro eu conheci o BOL, depois conheci o Lycos, que eu achava útil para baixar mp3, daí passei pela AOL, MSN, Yahoo, Cadê?, Altavista, etrc etc etc etc e altos etc.
Agora, Vc me F&*&, eu ia escrrever sobre o Gugol no meu blog hoje.. :P
Ficou bom o post mesmo, mas só um comentário extra, começo a ter mais medo da google do que de qualquer outra empresa…. eles sabem todas as suas pesquisas, ou seja seus interesses, usam isso para fazer as propagandas, tem o melhor email do mundo (na minha opinião), tem o orkut, youtube…. logo logo eles vão dominar o mundo O.o
Bruno, assim como você eu também tenho um pouco de medo da Google. É poder demais nas mãos de uma empresa só… Vai saber o que ela quer… =/ Mas pra mim, a Google JÁ está dominando o mundo hehe
E Guz… Desculpe hehehe Mas pode escrever lá também :P