Naftali

Jogo do dia: The Legend of Zelda – Phantom Hourglass

Categoria(s): (Games, Review) por Naftali em 09-02-2009

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Link se despede dos conhecidos após sair da ilha com Tetra (Wind Waker)

Acredito que muitos dos nerds que lêem esse blog jogam ou já jogaram um jogo da série Zelda. E acredito que, como eu, muitos de vocês se sentiram decepcionados quando a Nintendo demonstrou a nova versão de Zelda para GameCube: Wind Waker. É, gráficos estilo cartoon, cara de infantil, quando o que todos esperavam era uma sequência digna de Ocarina of Time. Link crescido, com cara de homem. Mas o que recebemos foi nada mais do que uma criança cuja sobrancelha fica por cima do cabelo (é, eu também achei bizarro).

Apesar da decepção de muitos com esse jogo para GameCube (confesso que depois de ter jogado o sentimento de decepção foi embora, mas para outros ele contiuou), a sua sequência, Phantom Hourglass é digna de ser jogada. Ele é exatamente a sequência do WindWaker e começa exatamente do ponto onde o anterior acabou. 

História

Após Link sair em viagem junto com sua companheira, Tetra, eles começam a procurar o lendário Navio Fantasma, que é perseguido por muitos piratas porque, segundo lendas, o mesmo carrega quantias incontáveis de tesouros. Mas, todos que se aventuram na busca pelo Navio Fantasma acabam desaparecendo. 

Com Tetra e Link não foi muito diferente, após terem encontrado o Navio, Tetra é “sugada” pelo mesmo e acaba ficando presa lá dentro. Link, na sua tentativa frustrada de resgatá-la acaba desmaiando. Algum tempo depois do ocorrido, ele acorda em uma ilha desconhecida por ele. Lá ele encontra uma fada (como a fada do Ocarina of Time), chamada Ciela, que o acompanhará na sua aventura para salvar Tetra do Navio Fantasma.

Personagens

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Linebeck, dono do barco utilizado por Link para continuar a aventura

Nesse jogo, controlamos o mesmo Link apresentado em Wind Waker (com a mesma sobrancelha sobre o cabelo). Como o Link acordou perdido em uma ilha, ele não possui mais o barco e nem está próximo ao barco de Tetra. Por essa razão, ele é obrigado a procurar um novo barco, que encontra ao salvar Linebeck, que estava preso no templo “Ocean King”. 

Outro personagem que faz um grande papel no jogo é o ancião Oshus, que ajuda Link entregando-lhe uma espada para progredir no jogo. Oshus acaba tendo um papel crucial na história.

Modo de Jogo

Posso dizer que Phantom Hourglass é um dos jogos que mais utilizam a interatividade do Nintendo DS. Do touch-screen ao microfone, todo feature do DS é utilizado. Até o ato de abrir e fechar o console é inteligentemente integrado ao jogo. 

Existem, basicamente, dois modos diferentes de jogo: um quando você está navegando e outro quando está em terra firme.

Quando está navegando, você literalmente desenha a rota que deseja fazer no mar e o barco o faz, enquanto navega, você controla o canhão do barco e o utiliza para atacar inimigos ou destruir bloqueios no meio do caminho. Nesse modo, a câmera trabalha exatamente como em Wind Waker, o que te dá a sensação de um ambiente totalmente 3D.

Agora, quando está em terra firme, o ambiente se torna como em versões clássicas do Zelda (A Link to the Past, por exemplo), e você controla o Link com uma câmera fixa em cima. O controle é feito com a Stylus, ou seja, você aponta uma posição na tela e Link segue esse ponto. Para atacar, basta realizar movimentos com a caneta que o personagem atacará. Apontar para objetos também funciona, dessa forma Link carrega pedras ou até conversa com as pessoas ao redor.

É possível também realizar anotações nos mapas do jogo e acreditem, isso ajuda bastante!

Multiplayer

Apesar do jogo como um todo ser excelente, o modo multiplayer é bem tosco. O jogo é simples e consiste em pegar mais itens no mapa do que o adversário. Anima um pouco no começo, mas só.

Finalizando

Mesmo para os que se decepcionaram com o Wind Waker, garanto que adorarão o Phantom Hourglass. É um jogo com um ambiente cativante e que garante horas de jogo ininterrupto. O jogo em si é bem curto e poderia sim ter sua história alongada, mas talvez isso tornasse o jogo mais chato e enjoativo, então acredito que a Nintendo o tenha feito “na dose certa”. Assim uma pessoa que nunca jogou Zelda pode se ambientar bem e um fanático pela série pode se divertir bastante. Se não jogou, recomendo.

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