Review: Prince of Persia
Categoria(s): (Games, Review) por Naftali em 07-04-2009
Tags : Games, Jogos, Prince of Persia, Ubisoft
Diferente da linha anterior (claro que estou descartando o Prince of Persia dos anos 80), esse possui um novo príncipe – que na verdade, não é mesmo um príncipe – e uma princesa chamada Elika, que o acompanha durante o jogo inteiro.
Com um enredo novo e uma nova forma de encarar os jogos da série, Prince of Persia se renova em um novo título, agora com muito mais aventura do que ação. Para mim isso foi um pouco frustrante, porque sempre gostei dos jogos do Prince pela degolação, morte, mutilação e malabarismo. A princípio o desânimo, mas depois de algumas horas de jogo, a trama se desenrola e você vai descobrindo novos caminhos, novas magias e novos inimigos. Por mais que o foco do jogo não seja batalha, quando elas ocorrem são cenas de tirar o fôlego, cheias de efeitos especiais, combos e malabarismos. Pena que são poucos.
História
O príncipe, cujo nome não é revelado, possui essa alcunha pelo simples fato de vagar pela Terra atrás de aventura e dinheiro. Ganancioso, sempre se aventurou em lugares inexplorados, enfrentando as mais diversas criaturas. Quando acha que tudo o que poderia fazer já o tinha feito, o príncipe se depara com um novo desafio.
Perdido na floresta atrás de sua macaca (Farah), ele acaba caindo em um vale, onde encontra Elika, que está fugindo de alguns soldados Persas – Esse início foi inteligentemente utilizado para ensinar os movimentos de batalha, combos e defesa.
Ao salvar a princesa, o príncipe descobre que o Deus da Escuridão, Ahriman está prestes a se livrar da prisão onde seu irmão, Ormazd – Deus da Luz – o prendeu há cerca de mil anos. Como ele já não tem mais família, nem com o que se preocupar, acaba decidindo tomar o rumo junto com Elika para evitar que Ahriman seja liberto e tome conta da Terra.
Personagens
Príncipe

"Não existem Deuses ou Estrelas guiando a minha vida. Eu apenas vou onde quero. Err... Onde devemos ir agora?"
Os pais do príncipe morreram em guerra quando o mesmo era ainda criança. Segundo ele, seus pais prometeram voltar para buscá-lo dos cuidados do tio, mas eles nunca o fizeram. A partir de então ele se tornou uma pessoa desligada do passado e que acredita que o futuro é algo incerto. Não pestaneja em viver o presente, não importa quão perigoso isso pode ser.
Dotado de um sarcasmo sem igual, o príncipe deixa o jogo com um tom engraçado e divertido. É sempre ótimo prestar atenção às suas falas.
Ateu, não acredita em Deuses ou destino. Acredita que ele mesmo é que faz a própria vida.
Princesa Elika
Ao contrário do príncipe, Elika é extremamente religiosa, crendo que Ormazd guiou o caminho do príncipe até ela, para que pudessem lutar contra a volta de Ahriman.
Elika possui poderes que ajudam o príncipe durante o jogo. Além disso, também pode controlar os poderes de Ormazd espalhados pelo mapa. Existem quatro poderes que podem ser utilizados. Sendo eles:
- O Passo de Ormazd: Dá o poder de executar saltos enormes, podendo alcançar lugares inimagináveis;
- O Sopro de Ormazd: Permite que o príncipe alcance altas velocidades, podendo assim correr pelas paredes, tetos e qualquer outro lugar que possa desafiar a gravidade;
- As Asas de Ormazd: Faz com que o príncipe e Elika literalmente voem pelo mapa, até chegar no destino; e
- A Mão de Ormazd: Age como um gancho de escalada. Permitindo que o príncipe possa se balançar entre obstáculos.
Rei
Pai de Elika, ele reinvindicou seu poder após o falecimento da esposa. Como ele é o rei dos Ahuras, deveria ser o responsável protetor do selo sobre Ahriman. Com sua negação ao poder, não há mais proteção para o selo, que está prestes a sucumbir ao poder do deus da escuridão.
Batalha
Como dito anteriormente, as batalhas não são o foco principal do jogo, mas trazem consigo uma beleza cinematográfica sem igual, que merece um destaque.
Se o jogador dominar o tempo do adversário, como atacar e como se defender, ele pode tornar o jogo incrivelmente belo para um espectador. Ao defender no momento exato, o inimigo abre a cobertura, o que permite um contra-ataque que dá o dobro de dano se comparado com quando atacado com a guarda levantada.
Existem quatro tipos de ataques (sendo eles, ataque de espada, ataque com a garra, ataque acrobático, e ataque mágico de Elika) que, quando combinados, podem gerar combos de tirar o fôlego.
Não existe barra de vida para o príncipe. O que existe é uma barra única que começa cheia. A cada golpe dado no inimigo, a barra diminui. Mas, se em algum instante do jogo, a Elika precisar intervir para que o príncipe não morra, a barra enche em uma quantidade razoável, podendo inclusive recuperar-se inteira.
Além disso, existem também momentos em que o príncipe se encontra encurralado. Quando isso acontece, aparece na tela um botão específico a ser pressionado. Se o mesmo for ativado no momento exato, o príncipe se defende e contra ataca, voltando à batalha normal. Se não conseguir, o príncipe toma uma bela sova e a Elika precisa intervir, fazendo com que a barra encha.
Mas não adianta posso tentar descrever com todas as palavras mas, como algumas pessoas dizem, imagens vale mais do que mil palavras:
Conclusão
Esse novo título da série faz renascer o que todos imaginavam que acabariam com “The Two Thrones”, que é o último da trilogia. Não posso realmente dizer se foi uma idéia sensata usar o mesmo nome para um jogo parcialmente novo – digo parcialmente porque a jogabilidade e ambiente se parecem muito com a série anterior -, mas posso dizer que é um ótimo jogo, sendo Prince of Persia ou não. Merece seu respeito e um espaço na sua estante.
Se você puder jogar no console, ou possuir um controle para PC, a experiência será bem melhor, acredite. Jogar adventure com mouse e teclado não é a mesma coisa. Talvez porque eu esteja acostumado a rodar prince no video-game. Talvez.
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Esse jogo do Prince tá me soando parecido com o ressurgimento de Zelda em Wind Waker (que não foi exatamente um sucesso) ou em Twilight Princess (voltado pro povo que nostálgico de Ocarina Of Time).
Mas acho que essa franquia tá num caminho mais seguro, mais certo.
Eu também acho. Aliás, eu acho que Prince of Persia está numa ótima fase. Só espero que não estraguem…