O profissional acadêmico X mercado empresarial
Categoria(s): (Artigo) por Matheus TUX em 04-06-2009
Tags : acadêmico, emprego, profissional
Hoje em dia, o lado acadêmico não gera interesse aos jovens ingressantes na maioria das faculdades e universidades do Brasil. O problema não é apenas falta de oportunidades nesta área para profissionais novatos, mas também a falta de integração da mesma com áreas empresariais.
A área acadêmica tem suas vantagens e desvantagens como qualquer outra área. Quando me refiro a esta área, não estão envolvidos apenas os professores de universidade, mas também os pesquisadores, que cumprem metas e criam seus próprios horários, sem uma preocupação com gestores, gerentes, etc.
Qualquer conquista terá um reconhecimento justo e não escalado.
Dificilmente em anúncios de emprego, você encontrará como pré-requisito para uma vaga em informática um mestrado, por exemplo. Isso está relacionado com a necessidade de profissionais em informática, e a busca desesperada por profissionais, isso se comprova ao ver estagiários com uma competência absurda e com muita experiência liderando projetos e tomando decisões a um baixo custo e quando os mesmos vão para o mercado de trabalho é exigido experiência de anos para atuar como… estagiário!
O mercado não espera 4 anos pelo profissional, pois despeja grandes responsabilidades, gerando um stress muito grande e não tendo tempo suficiente para estudar, desenvolver projetos de iniciação científica, muito menos aguardar por aproximadamente 7 anos (tempo de faculdade + mestrado).
Conversei com colegas já mestrados e doutorados e a ideia é senso comum: O mercado empresarial está muito aquecido e bom para profissionais de informática, então caso você tenha curiosidade ou uma opinião formada sobre um mestrado seguido de doutorado, a dica é aguardar um bom tempo depois da formação superior, se especializar em alguma área técnica e “aparecer” profissionalmente para agregar valor ao currículo, e depois disso “pensar como mestres”.
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Não posso falar por TI, mas falo pelo jornalismo.
No nosso caso, não devemos apenas estar em sintonia com as empresas. Precisamos ter ousadia para criticá-las e produzir material no tempo. Eu admiro muito o profissional que consegue manter os dois lados. A academia não é execrável, uma vez que, por mais falhas que existam, a escola existirá, nem que seja por web. Por outro lado, os conhecimentos na prática aperfeiçoam o resultado final.
É uma lógica bem simples, na minha cabeça, pelo menos.
Esse anti-academicismo é infundado. Boa parte dos jovens universitários vão com uma má impressão antes mesmo de ingressar na faculdade.
Tô lá pra estudar. Se eu quisesse só trabalhar, teria me enfiado em algum negócio aos 13 anos. Mas preferi ter uma formação antes disso.