Computação nas nuvens x Padronização dos navegadores
Categoria(s): (Artigo) por Sávio Ladeira em 28-07-2009
Tags : Browser, Chrome, Cloud Computing, computação em nuvem, Firefox, guerra, Internet Explorer, Navegadores, padrão, Safari
Ontem pedi para instalar o terceiro browser em meu computador da empresa. E eu uso os três ao mesmo tempo. Para o e-mail corporativo, já que é do Google, uso o Chrome que é aparentemente mais rápido. A ferramenta base do meu trabalho foi desenvolvida há alguns anos atrás e só funciona no Internet Explorer. Por último, a abertura de chamados do helpdesk usa um sistema que só roda no Firefox. Isso me fez refletir sobre a computação em nuvens e a falta de padrão nos browsers.
Na faculdade eu aprendi que, não importa quão simples é a sua página na internet, você tem que testá-la nos principais browsers. Isso foi em 2000. Ainda hoje, 9 anos depois, não existe a certeza de que um site vá funcionar em qualquer lugar. O padrão existe, mas também existe uma falta de vontade em seguí-lo. Quem desenvolve os navegadores quer cada vez mais lançar novos recursos e acaba não se preocupando com isso. Parece que esquecem do usuário que gosta de simplicidade.
O futuro, dizem, é da computação em nuvem. As ferramentas que você precisa estarão em servidores, não no seu computador. Agora, se você acha que poderá usar qualquer caminho para chegar a elas, está enganado. Eu acredito que pode acontecer inclusive o contrário. Para dar força aos seus navegadores, as empresas podem querer desenvolver serviços em nuvem específicos para os seus browsers. Seria algo do tipo: se você quer usar o Office pela web, tem que ter o IE. Se quiser usar o Gmail, melhor pegar o Chrome. Baixar músicas no iTunes ficaria melhor pelo Safari. É tão difícil acreditar que isso acontecerá?
Até um tempo atrás, eu achava que a internet tinha um espírito comunista, em que tudo era para todos. Hoje sei que as empresas estão apenas aprendendo como controlar o conteúdo. Nesse caso da guerra dos browsers, para elas não importa se você teve que instalar a contragosto apenas para conseguir utilizar um serviço. Só importa que você use o software delas. Como sou sonhador, espero que esteja errado e que um dia esse padrão seja respeitado.
Nenhum post relacionado.



Creio que tudo tende a melhorar. Hoje em dia uso apenas o Firefox. O único momento, no uso pessoal, em que uso o IE é quando preciso acessar o Vivo Online (isso quer dizer nunca).
Chrome, Safari e Opera apenas quando preciso mudar de ares.
Antes era bem pior. Agora você está dizendo que, para ter uma *melhor* experiência, *posso* utilizar navegador X. Ora, há um tempo atrás você diria: para *poder* usar recurso tal, *preciso* usar navegador X. Olha só como melhorou! =)
Os motivos do seu comentário foram alguns dos motivos que levaram a MIPC Informatica a desenvolver um pseudo browser apenas para estabelecer conexão entre o terminal de acesso e o nosso datacenter através da internet.
Nosso sistema de cloud computing é o mais completo do mundo atualmente, e está sendo analidado por entidades que tratam de estabelecer como será o futuro da tecnologia da informação para a iniciativa privada e pública (FIA-USP Pró-futuro). Nosso modelo de negócio é ganhar dinheiro satisfazendo as empresas clientes, sem alterar suas rotinas, usos e costumes, com segurança e redução de custos. Os “browsers comerciais” que estão por aí, são apenas browsers. Os serviços gratuitos são apenas ilusão de ferramentas aplicáveis no mundo corporativo, e este universo de browsers diferentes e gratuitos tem essa conotação.
Não suporto a comparação entre o que usuários compromissados com a evolução de suas empresas precisam e aqueles que criticam as iniciativas tecnológicas apenas porque não entendem como o mundo dos negócios funciona. Essa realidade gerada por um monte de “profissionais incompetentes” e alguns “visionários cegos”, é que te força a utilizar tres ferramentas diferentes para cumprir o seu papel na empresa.