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Relembrando os velhos tempos: Duke Nukem 3D

Categoria(s): (Artigo, Games) por Naftali em 15-08-2009

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De vez em quando me bate uma vontade incontrolável de jogar um jogo, assistir um filme ou ouvir uma música. Essa vontade não passa enquanto não realizá-la. E, um dia, eu tive essa vontade incontrolável de jogar Duke Nukem 3D.

Por mais que isso tenha me garantido algumas horas de diversão apenas, eu adorei a experiência. Inclusive comprei um computador velho para poder me sentir jogando numa máquina velha de verdade. Como quando tinha apenas 15 anos.

Como o Dori já disse nesse post do MeioBit Games,  muitas pessoas não conseguem entender como nos divertimos jogando jogos antigos, com gráficos antigos, sons antiquados e máquina velha. Acredito que o maior prazer seja, na verdade, sentir novamente quão legal era jogar naquela época, o que traz recordações, como quando uma pessoa idosa volta à casa onde morou quando criança. Não sei se é exatamente a mesma sensação, mas é assim que eu a entendo.

De qualquer forma, Duke Nukem 3D não é um jogo ruim, muito pelo contrário, o jogo é ótimo. O único problema é voltar a se acostumar com a jogabilidade de uma época onde o padrão para jogos de tiro em primeira pessoa não era o tão usado atualmente “wsad” e mouse, mas sim as setas direcionais e o CTRL. Bom, mas consegui configurar o jogo para que essa mudança não fosse tão radical assim.

duke_nukem_3d_06

Enquanto jogava, ficava me perguntando o que aconteceria se o jogo fosse lançado exatamente hoje. E tenho certeza de que a imagem acima não comporia a versão final do mesmo.

Em uma época onde não haviam restrições nem categorização por idade, a imaginação dos criadores fluia sem limites. Criando jogos como Carmageddon, por exemplo. Matar prostitutas, pagar para que elas façam poses mais sensuais, definitivamente não é algo que os pais queiram que seus filhos de 10 anos de idade façam na frente do computador.

Talvez até por isso o Duke Nukem Forever não saiu, porque se saisse não poderia trazer consigo a imagem que temos do Duke matador de putas e porcos feios (se bem que viria a calhar com a gripe suína). Ou, se lançasse, seria mais um jogo em que apenas adultos podem jogar, e que provavelmente seria proibido aqui no Brasil, como foi o Counter-Strike e o Mortal Kombat.

De qualquer forma, acima de tudo, o jogo é sim divertido e gostoso de jogar. Sempre que o pego gasto algumas horas passando as mesmas primeiras fases, abrindo todas as passagens secretas, fazendo questão de ligar a sala de cinema para ver uma mulher rebolando na tela quebrada do cinema.

Pode ser que eu goste disso porque era o que fazia quando criança e isso me divertia, até porque era o máximo de pornografia que podia ver na época.  E como todo moleque de 13 a 15 anos, vontade não faltava de ver esse tipo de coisa (numa época onde internet não era fácil de se obter, e nem barata).

Sinceramente, se eu tivesse um filho agora, não sei se recomendaria esse jogo pra ele como um “must-play”, mas com toda a certeza recomendo-o para um amigo que possivelmente não o tenha jogado. Ele terá algumas horas de diversão garantida.

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