Pedro Zambarda de Araújo

Wii Are Nerds é destaque no Jornal Destak

Categoria(s): (Artigo, Nerd, News) por Pedro Zambarda de Araújo em 10-04-2013

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Wii Are Nerds foi destaque na seção “Seu Destak” do jornal gratuito Destak, no dia 5 de abril de 2013. Focado em tecnologia e principalmente em games, este site teve espaço em uma publicação impressa.

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O jornal descreve:

“O blog Wii Are Nerds é dedicado à tecnologia, com foco em jogos de videogame. Criada em 2009, a página traz resenhas, críticas, podcast e videocast sobre o assunto ‘Trazemos ideias que são bem pessoais, de cada um, e que podem ser úteis a quem nos lê’, explicam os autores.”

Agradecemos a divulgação e reforçamos que os propósitos deste site.

Pedro Zambarda de Araújo

Luigi’s Mansion: Dark Moon – testei o jogo exclusivo do 3DS com o irmão de Mario

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, Review) por Pedro Zambarda de Araújo em 26-03-2013

O game Luigi’s Mansion: Dark Moon foi anunciado nesta terça-feira (26) em São Paulo, exclusivamente para o portátil da Nintendo 3DS, pelo preço de R$ 149. O jogo é de ação e aventura com o irmão mais novo de Mario, o encanador verde Luigi. O herói é teletransportado pelo Professor E. Gadd para explorar cinco mansões mal-assombradas, capturando fantasmas com um limpador à vácuo chamado Poltergust 5000.

Luigi’s Mansion teve direção de Bryce Holliday e produção de Shigeru Myiamoto, o criador de Zelda. No Japão, o jogo foi lançado no dia 20 de março. Nos Estados Unidos, o game chegou nas prateleiras no dia 24 do mesmo mês. No Brasil, o game conhecido como Luigi’s Mansion 2 chegou nas lojas no mesmo dia que nos EUA, quatro dias depois da estreia japonesa.

O personagem principal do game, Luigi, não imita o jeito de seu irmão Mario no game. Ele não é corajoso e tem um jeito mais atrapalhado de lidar com os inimigos ao correr e entrar em pâncio. A Nintendo conseguiu dar personalidade a um personagem que era apenas coadjuvante de seus jogos antigos.

O jogo está disponível nos modos singleplayer e multiplayer. O game foi criado mais de 10 anos depois do primeiro Luigi’s Mansion, de 2011. O blog Wii Are Nerds teve acesso ao game diretamente com a Nintendo e relata suas impressões.

Primeiras impressões

O game do Luigi é mais sobre exploração e menos sobre capturar fantasmas nas mansões. Com seu aspirador sugador de almas, você também recolhe moedas, chaves para abrir portas trancadas e dinheiro. A mecânica é como Super Mario Bros, mas muitas moedas estão escondidas atrás de toalhas, embaixo de tapetes e atrás de paredes falsas. Os fantasmas variam de cor: Verdes são mais fracos, Vermelhos são mais fortes e Azuis se escondem melhor.

O persomagem deve utilizar o aspirador Poltergust 5000 para cima e para baixo, em lustres e gavetas em estantes. Itens escondidos podem estar ali. O uso da lanterna paralisa fantasmas. Luz negra revela locais ocultos. Luigi também pode andar sorrateiramente ou pode correr, fugindo de cavaleiros assombrados e outros inimigos. A mecânica do jogo é essencialmente a de um puzzle.

No multiplayer, a experiência fica ainda mais divertida. Você deve passar pelo menos cinco andares de uma mansão com até quatro jogadores. Os modos de multiplos jogadores são: Hunter Mode, em que você caça fantasmas; Rush Mode, em que você deve achar a saída; e Potterpup, em que você deve encontrar e capturar o cachorrinho fantasma.

Com as setas do Nintendo 3DS, você pode pedir ajuda e agradecer os demais jogadores. A exploração é praticamente toda através do controle analógico.

O jogo funciona com a tecnologia 3D do portátil, que aumenta a imersão nos ajustes de 50% e 100%. A sensação de jogá-lo em três dimensões é quase como se você fosse jogado para dentro de Mario 64, mas com detalhes no cenário que não seriam possíveis na época do Nintendo 64.

Os contras do game

No modo singleplayer, o jogo demora até o final do primeiro estágio para aparecer um inimigo. Ele começa essencialmente como um quebra-cabeça, forçando o jogador a entender os comandos antes de enfrentar as assombrações. As fases também tem similaridades no hall de entrada das mansões, parecendo iguais no começo.

Os defeitos são poucos e eles são ofuscados pelo multiplayer e pela variedade de fantasmas no game – tem até a alma de um cachorrinho -, além dos detalhes no cenário, que ultrapassam bastante o nível dos gráficos do Nintendo Wii.

Este teste de game foi escrito com um teste por convite da Nintendo, mas a empresa não influenciou no texto.

Fotos: A primeira é de divulgação e as demais, de Pedro Zambarda

Pedro Zambarda de Araújo

Conheça mais: Ars Technica, um site de tecnologia com pesquisa e conteúdo original

Categoria(s): (Artigo, Nerd, Rapidinhas) por Pedro Zambarda de Araújo em 29-01-2013

Ken “Caesar” Fisher, um doutor pela escola de Artes e Ciências de Havard, criou com Jon Stokes um site chamado Ars Technica em 1998, nos Estados Unidos. O blog é voltado para entusiastas de tecnologia, com resenhas de gadgets, e possui como diferencial uma seção de ciências e pesquisas escrita por ph.Ds e pós-graduados que entendem profundamente os assuntos que cobrem.

John Timmer, por exemplo, é um dos editores de ciência do Ars Technica. Mas ele também é pós-doutor em Biologia Molecular e Celular pela Universidade da Califórnia. Scott K. Johnson é escritor assosciado do site, que também possui um mestrado em hidrogeologia pela Universidade de Wisconsin- Madison. Também temos o trabalho de Dan Goodin, o editor de segurança em TI do Ars, que tem uma formação mais clássica: 15 anos de carreira no jornalismo e um mestrado na UC Berkeley.

O blog foi vendido à Condé Nast Publications em 2008, empresa que possui a WIRED News e o site Reddit. A maioria dos profissionais do Ars fazem home office.

O Ars Technica é um exemplo de site que o Brasil deveria criar, aos poucos: Um espaço online com especialistas que conhecem profundamente diferentes áreas e que podem falar com propriedade sobre determinados assuntos. Jornalismo online não deveria ser espaço de conhecimento raso, apenas.

 

Texto original do Bola da Foca. Para conhecer mais o Ars, clique aqui.

Pedro Zambarda de Araújo

E3 2012: O evento da convergência nos games e das grandes sequências

Categoria(s): (Artigo, Games, News) por Pedro Zambarda de Araújo em 16-06-2012

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Todo o mês de junho, anualmente, o mundo da tecnologia pára para observar as principais inovações da maior feira de games do mundo. A Eletronic Entertainment Expo (E3) reúne grandes empresas como Ubisoft e Electronic Arts (EA), mas os astros do evento são a Sony, a Microsoft e a Nintendo, as maiores companhias no setor de consoles. Todas as atenções se voltam para o evento em Los Angeles.


Grandes jogos novos foram apresentados, como Beyond: Two Souls, feito pela mesma produtora de Heavy Rain e com a atriz Elen Page (a Juno, do filme) interpretando a personagem principal. A artista utilizou uma tecnologia de captura de movimentos similar a do Gollun no filme Senhor dos Anéis, que simulou sua feição com detalhes em suas versão digital. Outra novidade foi Watch Dogs, da Ubisoft, onde o protagonista enfrenta um mundo todo controlado por um único computador.


The Last of Us, da Naughty Dog, a mesma produtora de Uncharted e Crash Bandicoot, traz um roteiro de apocalipse zumbi em uma cidade dizimada por um fungo. Mas os principais destaques da E3, mais uma vez, é a forma de jogar games, não os novos lançamentos.


O contole Game Pad, já apresentado junto com console Wii U em 2011, é um tablet, com tela sensível ao toque. Nesta E3 2012, a Nintendo mostrou que ele funciona tanto como uma extensão do game na TV (mostrando mapas e detalhes) quanto um videogame portátil. Nintendoland foi apresentado como seu principal jogo de mini-games, enquanto ZombieU parece uma aposta mais hardcore em uma empresa que jogava mais pesado no jogador casual.


A Microsoft mostrou o recurso Smartglass, que permite integração entre os smartphones e os tablets Windows 8 com o console Xbox 360. Com essa integração, os celulares com touchscreen podem virar controles para o aparelho. Já a Sony mostrou o recurso cross-play, que transforma o portátil PS Vita em um controle para o PlayStation 3. Ele tem uma tela touchscreen frontal e um touchpad traseiro, além de botões convencionais.


Com essas novidades, lançamentos e continuação de sequências consagradas como God of War, chamado Ascension, e o ressurgimento de Tomb Raider, definitivamente, esta E3 foi dos controles. E ela foi iniciada em 2011 com o WiiU, que lançou as tendências deste ano.

Pedro Zambarda de Araújo

Sobre Game World e as empresas apostando no Brasil

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, News) por Pedro Zambarda de Araújo em 04-04-2012

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Estive, na última sexta-feira (31), no Game World, o mesmo lugar onde pude testar o PSVita. Além de games para testar, como o novo Twisted Metal para PS3, Street Fighter X Tekken e outros jogos, o evento também trouxe representantes de grandes desenvolvedoras. A Microsoft, por exemplo, anunciou no evento melhorias para o sistema da Live para os brasileiros, além da massificação do Kinect com a produção dentro do Brasil.

Essa aposta em nosso país, que tenta tanto levar fábricas de videogames quanto disponibilizar serviços para os brasileiros, é uma das chaves para disseminar a criação e o consumo de jogos eletrônicos aqui, sem nova ascensão da pirataria. A Game World, sabendo do público que estava no evento, premiou vários games de desenvolvedoras grandes. A Nintendo faturou com seu Zelda Skyward Sword. Call of Duty levou vários prêmios, despertando a ira das pessoas que não curtem jogos de tiro – o que foi cômico durante o evento. Toda essa cerimônia mostrou representantes diretos dessas empresas e importantes distribuidores de games no Brasil. E o melhor: Foram os brasileiros que escolheram os jogos.

As empresas deram sua cara a bater. A Tambor, organizadora do evento, fez bem em aproximar as marcas de seu público aqui. Ainda falta muito trabalho para baratear jogos no país. A Sony ainda insiste com uma política de preços muito acima da média. A Microsoft parece mais aberta a oferecer um console mais barato, embora os games ainda sejam caros. A Nintendo fica no meio do caminho. Desenvolvedoras de PCs e plataformas móveis já conseguem atender de maneira mais próxima seus clientes brasileiros. O governo ainda não dá os incentivos necessários e nem abaixa os impostos, mas estão surgindo iniciativas de investimento em universidades. Serão necessárias mais Game Worlds, mas a de 2012 foi um passo interessante para o público.

E sempre é bom ver uma apresentação da bem-humorada jornalista Flávia Gasi e do André Forastieri, criador da Nintendo World e da revista Herói.

Pedro Zambarda de Araújo

Porque eu gosto (e provavelmente vou continuar gostando) de Metal Gear Solid

Categoria(s): (Artigo, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 01-01-2012

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Se você abriu esse texto esperando que eu fale que o roteiro de MGS é genial, feche. Não vou falar sobre isso.

Na verdade, eu acho genial também por isso, mas por outros motivos.

Metal Gear tem longas animações. Tem um protagonista que parece o Rambo de Sylvester Stallone, entre um militar e um hippie. Mas a coisa que eu mais curto no game é a ideia de que seu personagem é um agente, geralmente do governo dos EUA, incubido de uma missão e, no meio do trajeto, descobre que seus próprios mandantes não são pessoas corretas.

Metal Gear Solid é um dos poucos jogos que eu vejo colocar o protagonista, em quase todos os episódios, em uma posição paradoxal: Cumprir o objetivo ou ir atrás dos reais vilões? Isso fica nítido quando você controla Solid Snake – ou Big Boss, seu personagem correspondente dos anos 60 – para enfrentar um gigante de metal chamado Metal Gear. O Metal Gear não é um monstro mau, como o Ganon de Zelda, mas uma arma que é utilizada para objetivos que vão contra a ética do herói. Metal Gear Solid acaba sendo, isso sim, uma história e um jogo sobre um protagonista que tem ética.

Com esse contexto, Hideo Kojima, o criador da saga, inseriu diversas “brincadeirinhas” que mostram, dentro do próprio jogo, que você é o jogador. A coisa começou com brincadeiras ao trocar a posição do controle para derrotar um chefe, ou escolher um final. Depois, o designer Kojima elevou essas questões para a grande simulação que é Metal Gear Solid 2. MGS2 é, e eu posso dizer com todas as palavras, um game sobre os videogames. Raiden não é Raiden, mas sim todos os gamers. E Snake deixa de ser o protagonista justamente para jogar na sua cara a sua condição de jogador, não de herói da trama.

Enfim. Metal Gear, pra mim, é muito mais do que animações longas, que lembram filmes de Hollywood. Também é mais do que os irmãos Snake, Big Boss e os Patriots. O jogo é uma grande metáfora para o que é o videogame. Kojima pode não ter criado Mario e nem Zelda, ícones dos jogos eletrônicos, mas criou uma trama e um método de game de espionagem que acaba contando a história e a cultura dos próprios gamers.

É um game pra gamers, literalmente.

Pedro Zambarda de Araújo

As maiores brigas do mundo dos games, segundo a GameFAQs

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 24-09-2011

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Ainda nesse ritmo de listas, a GameFAQs publicou outra sobre grandes confrontos no mundos dos jogos eletrônicos, no dia primeiro de agosto. As brigas envolvem desde personagens famosos desse universo até outros tipos de conflitos.

Os top 10 foram elaborados pelo leitor com cadastro BimmyandJimmy. Mostrarei em ordem crescente, porque tem uma surpresinha no final:

10. Luta pelos direitos de distribuição de Tetris
9. Donkey Kong contra Universal Studios
8. Noland Bushnell contra Ralph Baer – A conspiração de Pong
7. StarCraft: Jogadores sul-coreanos versus o resto do mundo
6. Jogadores oldschool contra nova geração
5. Qualquer batalha épica da Nintendo
4. Jack Thompson versus videogame
3. Atari contra as pessoas dos anos 80
2. Mario versus Luigi
1. Super Nintendo contra Sega Genesis (Conhecido aqui como Mega Drive)

Os itens em negrito são os mais importantes. SNES versus Mega Drive de fato foi a maior briga dos games e dos gamers. Todos queriam saber se o novo videogame da Big N conseguia barrar o recém-lançado Genesis, que ameaçava comer todo o mercado norte-americano e rachar o império da Nintendo em dois. Eram duas empresas japonesas se enfrentando pelo público americano, antes da ascensão da Sony e do surgimento da Microsoft na disputa. O Genesis levou a melhor, mas foi trucidado na geração seguinte.

Atari desafiou os anos 1980 tentando continuar um modelo de negócio nos fliperamas, enquanto os consoles domésticos caseiros engoliam o mercado. Ainda hoje, jogadores oldschool, saudosistas do Nintendinho e do Master System brigam com os jogadores vidrados em World of WarCraft e PlayStation 3, com seus gráficos cada vez mais realistas e imersivos.

Criado em 1998, StarCraft criou uma cultura de games online na Coreia do Sul, formando os melhores jogadores de estratégia do mundo naquele país. Até hoje, os sul-coreanos levam muito a sério aquele jogo.

Bushnell foi o criador do Pong, do Atari e da empresa Atari. Baer criou o Maganavox Odyssey. Os dois brigam, até hoje, pelo título de “criador do primeiro videogame”. O Odyssey de Baer veio antes, na década de 60. O Pong de Nolan Bushnell surgiu só em 1972.

Donkey Kong, criado por Shigeru Miyamoto na Nintendo, brigou por direitos autorais com o King Kong da Universal. Tetris foi outra briga forte, com várias empresas querendo distribuir um jogo de um russo da União Soviética. Quem levou a disputa foi a Big N.

Pedro Zambarda de Araújo

Os 10 jogos mais nostálgicos para pessoas com 25 anos, segundo a GameFAQs

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, Rapidinhas) por Pedro Zambarda de Araújo em 23-09-2011

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Essa é para quem tem a minha idade – por volta de 22 anos: Os jogos mais nostálgicos! Confira abaixo a lista, antes dos comentários propriamente ditos.

1. Super Mario Bros. 3 (NES)
2. Super Smash Bros. (N64)

3. Guardian Heroes (SAT)
4. Final Fantasy VII (PS)
5. Sonic the Hedgehog 2 (GEN)
6. Super Mario 64 (N64)
7. Kirby’s Dream Land (GB)
8. Twisted Metal 2 (PS)
9. Donkey Kong Country (SNES)
10. Maniac Mansion: Day of the Tentacle (PC)

Super Mario Bros. 3 eu achei meio “meh” no topo da lista. Mas Super Smash Bros., de cara, é um jogo que resgata toda a nostalgia do Nintendo 64. Foi o primeiro grande jogo de luta com grandes personagens da Big N. Mario versus Pikachu. Samus Aran versus Link de Zelda. Era uma grande pancadaria entre personagens “fofinhos”, com o sistema genial de porcentagens para os danos.

Fora esse clássico, FFVII e Super Mario 64 garantem a presença de grandes jogos da primeira geração do 3D, com o PlayStation. Surpreende o Twisted Metal 2 ainda estar na cabeça dos leitores do site GameFAQs, especialmente depois de Carmaggedon e outras pérolas de corrida de destruição. Já Donkey Kong Country foi uma revolução particular no Super NES.

Pedro Zambarda de Araújo

Cinco RPGs que mudaram meus conceitos como gamer

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, Retro-Games) por Pedro Zambarda de Araújo em 26-07-2011

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O que um jogo precisa ter para mudar seus conceitos como jogador? E, afinal, quais são seus conceitos como gamer? Pra mim, um bom jogo não precisa ter nada de estupendo, pode até ser clichê – se for divertido.

No entanto, existem games que passam da média e, com ideias muito avançadas, constroem novidades na área de jogos eletrônicos. Segue abaixo cinco sugestões de jogos que mudaram meus padrões na indústria dentro do gênero de RPG.

1. Pokémon Red/Blue/Yellow e todas as outras versões

Ser um treinador Pokémon era uma coisa da minha geração que consumia mangás e gostava de bichinhos virtuais de estimação. Mas a verdadeira virtude do RPG criado por Satoshi Tajiri e pela produtora Game Freak era manipular os atributos, a evolução e os golpes de mais de 150 personagens.

Num RPG realmente complexo, você deixava de ter um protagonista tradicional e passava a criar, individualmente, monstros próprios para combate. A Nintendo colaborou criando cada vez mais e mais bichos, deixando o jogo extremamente equilibrado. Quando eu me vi com meu Game Boy, estava fazendo tantos raciocínios quanto num jogo de xadrez.

Pokémon é um divisor de águas. Se você não jogou por algum tipo de preconceito, large-o agora e tenta experimentá-lo no Nintendo DS mais próximo.

2. Jade Cocoon

Jade não é exatamente um RPG tão diferente de Pokémon. A premissa é a mesma: Capturar e treinar monstros na floresta. O salto que ele deu para os Role-playing Games? Fundir suas criaturas, criando personagens novos.

Foi a melhor junção de The Sims com um jogo de batalhas que eu já vi no PlayStation.

3. Grand Theft Auto San Andreas

Ok, este nem é RPG. Mas, sim, traz lições para o gênero. Na verdade, eu resolvi colocar ele para não colocar The Sims.

A ideia de ser um ladrão do gueto dos negros e ascender socialmente faz parte de toda a história linear de GTA. O mundo aberto que permite que você roube carros e faça assaltos também. A grande novidade é: Desenvolver o físico de seu personagem, comer alimentos, engordar e fazer exercícios.

Com esses elementos de jogo de interpretação, seu protagonista pode, literalmente, interpretar um papel próprio, sem se passar pelas definições pré-estabelecidas no game. É uma excelente lição de como fundir RPG com um jogo de mundo aberto.

4. World of Warcraft

Este estaria em primeiro lugar de muitas listas de RPGs. A questão é: O que ele traz de inovador para o gênero? Nada. E tudo.

Warcraft contribuiu para uma divulgação massiva do gênero, reuniu jogadores de diferentes partes do globo e se tornou o maior sucesso para PC na primeira década dos anos 2000. Todos passaram a conhecer Trolls, Orcs, Elfos e Mortos-Vivos através das histórias envolventes da Blizzard.

Ele é um triunfo dos enredos “tipo Dungeons & Dragons”. Vale conhecer.

5. Full Throttle

Novamente não é um RPG que entra nessa lista, mas um jogo de aventura de motoqueiro com diálogos que podem ser decisivos na jornada do protagonista. O que ele traz de vantagem para o RPG? O poder das decisões dos personagens.

Quando a Lucasfilm investiu em Full Throttle, jamais imaginaria que esse jogo simples para PC-Windows desse origem para uma série complexa como Mass Effect, profundamente inspirada em Star Trek. Esse game é a prova que as inspirações para fazer um bom jogo de interpretação podem (e muitas vezes devem) vir de fora.

E ai, você sugere mais cinco para a categoria dos Role-playing Games?

Pedro Zambarda de Araújo

Os melhores nomes para jogos de videogame, segundo a GameFAQs

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 25-07-2011

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Ok, a premissa dessa lista da GameFAQs é bobinha, e se trata apenas de opinião pessoal. No entanto, é bem interessante notar que alguns designers de games capricham na escolha dos nomes para os jogos. Vamos conferir uma seleção de 10 nomes favoritos pelo site e especular sobre a possível (e impossível) criatividade de seus autores.

1. Doom (PC)

Você pode até discordar que este seja um bom nome, mas “Condenado” – traduzindo literalmente – pode até servir como um nome sério para um jogo ou uma maneira brincalhona de dar um nome para uma franquia. O mais tradicional dos games de tiro em primeira pessoa tem um nome que é fácil de pegar, fácil de memorizar e bem sucinto.

Esse título encaixaria também em um jogo de terror. Também serviria para simbolizar a mantança entre minhocas armadas com bazucas, como ocorre com Worms Armageddon. Enfim, é uma palavrinha que agrada quase todos os gostos (exceto aquelas pessoas que preferem nomes mais fofinhos).

2. Dead or Alive (SAT)

Esse é um dos casos de nomes inusitados para jogos. Ou de jogos inusitados para seus nomes. Como o GameFAQs define bem, a sensação que você tem, sem ver o game, é que esse título é de algum enredo ambientado no velho oeste, western, com duelos de homens barbados.

O bizarro é que se trata justamente do contrário. 90% dos personagens desse jogo de luta são mulheres com seios avantajados lutando em praias para os marmanjos ficarem de olho. Sendo um dos filhos bastardos da série Tekken, o propósito de DoA é ser apelativo mesmo, e com um título estiloso, que também serve pra qualquer tipo de game (pensando melhor, agora).

3. Devil May Cry (PS2)

Diabos não choram. Ou deveriam não chorar. Mas o protagonista Dante, com sua espada e suas duas pistolas em alta velocidade, consegue fazer os diabretes tremerem de medo.

O título está diretamente ligado ao enredo, mas o ponto positivo para o designer de games que deu esse nome é brincar com um personagem (diabo) que normalmente não toma determinada ação (chorar). E com esse aparente paradoxo, a série recebeu um ótimo nome.

4. Resident Evil (PS)

O site GameFAQs diz que o nome japonês da franquia, Biohazard, soa melhor. Talvez seja verdade, mas me parece um nome clichê para filme de terror. Resident Evil fazia mais sentido no primeiro título da série: Você entrava em uma mansão, dormia lá e enfrentava zumbis.

Isso, de fato, era uma “residência do mal” – traduzindo literalmente. Mas o nome da série perdeu completamente o sentido quando você começou a matar zumbis em área urbana, na Espanha e até na savana africana. Um nome datado.

5. Half-Life (PC)

“Meia vida” lembra aquela ideia de material que ainda está radioativo e quanto tempo leva para a ele perder sua radiação. Esse mesmo nome também lembra que seu personagem no game tem menos chances de sobreviver se estiver ferido.

O GameFAQs levanta a pergunta: O que essas definições tem a ver com um game de um doutor que enfrenta aliens e monstros de todo tipo em um tiroteio em primeira pessoa? Sei lá. Acho que essa é a graça do nome.

6. Sexy Parodius (SAT)

“Paródia sexy” é um nome tão tosco, sem noção e sem sentido que parece funcionar muito bem em uma série pouco conhecida da Konami, um shooter mais colorido para sua categoria. Um jogo de tiro para todo tipo de público.

7. EarthBound (SNES)

O nome original desse jogo era MOTHER 2. “Preso à terra” é um nome bem mais “pé-no-chão” pra esse game.

8. Donkey Kong (ARC)

King Kong? Shigeru Miyamoto fez uma cópia desse gorilão que conquistou os cinemas norte-americanos em seu game, mas dando um nome diferente para ele: Donkey. O significado dessa palavra é “bobo”.

E, no final das contas, o personagem é isso mesmo. Mesmo ele sendo vilão do game.

9. Call of Duty (PC)

Acho esse nome meio óbvio para estar nesta lista, mas “Chamado para o Dever” soa mesmo com um título para um jogo de guerra.

10. Parasite Eve (PS)

“Nascimento do parasita” para um jogo que mistura terror e RPG parece um título bem apropriado. Mas, além disso, que é óbvio, Parasite Eve simplesmente soa bem. É um daqueles nomes simples que a gente sempre quis dar pra alguma coisa. Pra um jogo de videogame, funciona.