Pedro Zambarda de Araújo

Porque eu gosto (e provavelmente vou continuar gostando) de Metal Gear Solid

Categoria(s): (Artigo, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 01-01-2012

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Se você abriu esse texto esperando que eu fale que o roteiro de MGS é genial, feche. Não vou falar sobre isso.

Na verdade, eu acho genial também por isso, mas por outros motivos.

Metal Gear tem longas animações. Tem um protagonista que parece o Rambo de Sylvester Stallone, entre um militar e um hippie. Mas a coisa que eu mais curto no game é a ideia de que seu personagem é um agente, geralmente do governo dos EUA, incubido de uma missão e, no meio do trajeto, descobre que seus próprios mandantes não são pessoas corretas.

Metal Gear Solid é um dos poucos jogos que eu vejo colocar o protagonista, em quase todos os episódios, em uma posição paradoxal: Cumprir o objetivo ou ir atrás dos reais vilões? Isso fica nítido quando você controla Solid Snake – ou Big Boss, seu personagem correspondente dos anos 60 – para enfrentar um gigante de metal chamado Metal Gear. O Metal Gear não é um monstro mau, como o Ganon de Zelda, mas uma arma que é utilizada para objetivos que vão contra a ética do herói. Metal Gear Solid acaba sendo, isso sim, uma história e um jogo sobre um protagonista que tem ética.

Com esse contexto, Hideo Kojima, o criador da saga, inseriu diversas “brincadeirinhas” que mostram, dentro do próprio jogo, que você é o jogador. A coisa começou com brincadeiras ao trocar a posição do controle para derrotar um chefe, ou escolher um final. Depois, o designer Kojima elevou essas questões para a grande simulação que é Metal Gear Solid 2. MGS2 é, e eu posso dizer com todas as palavras, um game sobre os videogames. Raiden não é Raiden, mas sim todos os gamers. E Snake deixa de ser o protagonista justamente para jogar na sua cara a sua condição de jogador, não de herói da trama.

Enfim. Metal Gear, pra mim, é muito mais do que animações longas, que lembram filmes de Hollywood. Também é mais do que os irmãos Snake, Big Boss e os Patriots. O jogo é uma grande metáfora para o que é o videogame. Kojima pode não ter criado Mario e nem Zelda, ícones dos jogos eletrônicos, mas criou uma trama e um método de game de espionagem que acaba contando a história e a cultura dos próprios gamers.

É um game pra gamers, literalmente.

Pedro Zambarda de Araújo

As maiores brigas do mundo dos games, segundo a GameFAQs

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 24-09-2011

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Ainda nesse ritmo de listas, a GameFAQs publicou outra sobre grandes confrontos no mundos dos jogos eletrônicos, no dia primeiro de agosto. As brigas envolvem desde personagens famosos desse universo até outros tipos de conflitos.

Os top 10 foram elaborados pelo leitor com cadastro BimmyandJimmy. Mostrarei em ordem crescente, porque tem uma surpresinha no final:

10. Luta pelos direitos de distribuição de Tetris
9. Donkey Kong contra Universal Studios
8. Noland Bushnell contra Ralph Baer – A conspiração de Pong
7. StarCraft: Jogadores sul-coreanos versus o resto do mundo
6. Jogadores oldschool contra nova geração
5. Qualquer batalha épica da Nintendo
4. Jack Thompson versus videogame
3. Atari contra as pessoas dos anos 80
2. Mario versus Luigi
1. Super Nintendo contra Sega Genesis (Conhecido aqui como Mega Drive)

Os itens em negrito são os mais importantes. SNES versus Mega Drive de fato foi a maior briga dos games e dos gamers. Todos queriam saber se o novo videogame da Big N conseguia barrar o recém-lançado Genesis, que ameaçava comer todo o mercado norte-americano e rachar o império da Nintendo em dois. Eram duas empresas japonesas se enfrentando pelo público americano, antes da ascensão da Sony e do surgimento da Microsoft na disputa. O Genesis levou a melhor, mas foi trucidado na geração seguinte.

Atari desafiou os anos 1980 tentando continuar um modelo de negócio nos fliperamas, enquanto os consoles domésticos caseiros engoliam o mercado. Ainda hoje, jogadores oldschool, saudosistas do Nintendinho e do Master System brigam com os jogadores vidrados em World of WarCraft e PlayStation 3, com seus gráficos cada vez mais realistas e imersivos.

Criado em 1998, StarCraft criou uma cultura de games online na Coreia do Sul, formando os melhores jogadores de estratégia do mundo naquele país. Até hoje, os sul-coreanos levam muito a sério aquele jogo.

Bushnell foi o criador do Pong, do Atari e da empresa Atari. Baer criou o Maganavox Odyssey. Os dois brigam, até hoje, pelo título de “criador do primeiro videogame”. O Odyssey de Baer veio antes, na década de 60. O Pong de Nolan Bushnell surgiu só em 1972.

Donkey Kong, criado por Shigeru Miyamoto na Nintendo, brigou por direitos autorais com o King Kong da Universal. Tetris foi outra briga forte, com várias empresas querendo distribuir um jogo de um russo da União Soviética. Quem levou a disputa foi a Big N.

Pedro Zambarda de Araújo

Os 10 jogos mais nostálgicos para pessoas com 25 anos, segundo a GameFAQs

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, Rapidinhas) por Pedro Zambarda de Araújo em 23-09-2011

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Essa é para quem tem a minha idade – por volta de 22 anos: Os jogos mais nostálgicos! Confira abaixo a lista, antes dos comentários propriamente ditos.

1. Super Mario Bros. 3 (NES)
2. Super Smash Bros. (N64)

3. Guardian Heroes (SAT)
4. Final Fantasy VII (PS)
5. Sonic the Hedgehog 2 (GEN)
6. Super Mario 64 (N64)
7. Kirby’s Dream Land (GB)
8. Twisted Metal 2 (PS)
9. Donkey Kong Country (SNES)
10. Maniac Mansion: Day of the Tentacle (PC)

Super Mario Bros. 3 eu achei meio “meh” no topo da lista. Mas Super Smash Bros., de cara, é um jogo que resgata toda a nostalgia do Nintendo 64. Foi o primeiro grande jogo de luta com grandes personagens da Big N. Mario versus Pikachu. Samus Aran versus Link de Zelda. Era uma grande pancadaria entre personagens “fofinhos”, com o sistema genial de porcentagens para os danos.

Fora esse clássico, FFVII e Super Mario 64 garantem a presença de grandes jogos da primeira geração do 3D, com o PlayStation. Surpreende o Twisted Metal 2 ainda estar na cabeça dos leitores do site GameFAQs, especialmente depois de Carmaggedon e outras pérolas de corrida de destruição. Já Donkey Kong Country foi uma revolução particular no Super NES.

Pedro Zambarda de Araújo

Cinco RPGs que mudaram meus conceitos como gamer

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, Retro-Games) por Pedro Zambarda de Araújo em 26-07-2011

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O que um jogo precisa ter para mudar seus conceitos como jogador? E, afinal, quais são seus conceitos como gamer? Pra mim, um bom jogo não precisa ter nada de estupendo, pode até ser clichê – se for divertido.

No entanto, existem games que passam da média e, com ideias muito avançadas, constroem novidades na área de jogos eletrônicos. Segue abaixo cinco sugestões de jogos que mudaram meus padrões na indústria dentro do gênero de RPG.

1. Pokémon Red/Blue/Yellow e todas as outras versões

Ser um treinador Pokémon era uma coisa da minha geração que consumia mangás e gostava de bichinhos virtuais de estimação. Mas a verdadeira virtude do RPG criado por Satoshi Tajiri e pela produtora Game Freak era manipular os atributos, a evolução e os golpes de mais de 150 personagens.

Num RPG realmente complexo, você deixava de ter um protagonista tradicional e passava a criar, individualmente, monstros próprios para combate. A Nintendo colaborou criando cada vez mais e mais bichos, deixando o jogo extremamente equilibrado. Quando eu me vi com meu Game Boy, estava fazendo tantos raciocínios quanto num jogo de xadrez.

Pokémon é um divisor de águas. Se você não jogou por algum tipo de preconceito, large-o agora e tenta experimentá-lo no Nintendo DS mais próximo.

2. Jade Cocoon

Jade não é exatamente um RPG tão diferente de Pokémon. A premissa é a mesma: Capturar e treinar monstros na floresta. O salto que ele deu para os Role-playing Games? Fundir suas criaturas, criando personagens novos.

Foi a melhor junção de The Sims com um jogo de batalhas que eu já vi no PlayStation.

3. Grand Theft Auto San Andreas

Ok, este nem é RPG. Mas, sim, traz lições para o gênero. Na verdade, eu resolvi colocar ele para não colocar The Sims.

A ideia de ser um ladrão do gueto dos negros e ascender socialmente faz parte de toda a história linear de GTA. O mundo aberto que permite que você roube carros e faça assaltos também. A grande novidade é: Desenvolver o físico de seu personagem, comer alimentos, engordar e fazer exercícios.

Com esses elementos de jogo de interpretação, seu protagonista pode, literalmente, interpretar um papel próprio, sem se passar pelas definições pré-estabelecidas no game. É uma excelente lição de como fundir RPG com um jogo de mundo aberto.

4. World of Warcraft

Este estaria em primeiro lugar de muitas listas de RPGs. A questão é: O que ele traz de inovador para o gênero? Nada. E tudo.

Warcraft contribuiu para uma divulgação massiva do gênero, reuniu jogadores de diferentes partes do globo e se tornou o maior sucesso para PC na primeira década dos anos 2000. Todos passaram a conhecer Trolls, Orcs, Elfos e Mortos-Vivos através das histórias envolventes da Blizzard.

Ele é um triunfo dos enredos “tipo Dungeons & Dragons”. Vale conhecer.

5. Full Throttle

Novamente não é um RPG que entra nessa lista, mas um jogo de aventura de motoqueiro com diálogos que podem ser decisivos na jornada do protagonista. O que ele traz de vantagem para o RPG? O poder das decisões dos personagens.

Quando a Lucasfilm investiu em Full Throttle, jamais imaginaria que esse jogo simples para PC-Windows desse origem para uma série complexa como Mass Effect, profundamente inspirada em Star Trek. Esse game é a prova que as inspirações para fazer um bom jogo de interpretação podem (e muitas vezes devem) vir de fora.

E ai, você sugere mais cinco para a categoria dos Role-playing Games?

Pedro Zambarda de Araújo

Os melhores nomes para jogos de videogame, segundo a GameFAQs

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 25-07-2011

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Ok, a premissa dessa lista da GameFAQs é bobinha, e se trata apenas de opinião pessoal. No entanto, é bem interessante notar que alguns designers de games capricham na escolha dos nomes para os jogos. Vamos conferir uma seleção de 10 nomes favoritos pelo site e especular sobre a possível (e impossível) criatividade de seus autores.

1. Doom (PC)

Você pode até discordar que este seja um bom nome, mas “Condenado” – traduzindo literalmente – pode até servir como um nome sério para um jogo ou uma maneira brincalhona de dar um nome para uma franquia. O mais tradicional dos games de tiro em primeira pessoa tem um nome que é fácil de pegar, fácil de memorizar e bem sucinto.

Esse título encaixaria também em um jogo de terror. Também serviria para simbolizar a mantança entre minhocas armadas com bazucas, como ocorre com Worms Armageddon. Enfim, é uma palavrinha que agrada quase todos os gostos (exceto aquelas pessoas que preferem nomes mais fofinhos).

2. Dead or Alive (SAT)

Esse é um dos casos de nomes inusitados para jogos. Ou de jogos inusitados para seus nomes. Como o GameFAQs define bem, a sensação que você tem, sem ver o game, é que esse título é de algum enredo ambientado no velho oeste, western, com duelos de homens barbados.

O bizarro é que se trata justamente do contrário. 90% dos personagens desse jogo de luta são mulheres com seios avantajados lutando em praias para os marmanjos ficarem de olho. Sendo um dos filhos bastardos da série Tekken, o propósito de DoA é ser apelativo mesmo, e com um título estiloso, que também serve pra qualquer tipo de game (pensando melhor, agora).

3. Devil May Cry (PS2)

Diabos não choram. Ou deveriam não chorar. Mas o protagonista Dante, com sua espada e suas duas pistolas em alta velocidade, consegue fazer os diabretes tremerem de medo.

O título está diretamente ligado ao enredo, mas o ponto positivo para o designer de games que deu esse nome é brincar com um personagem (diabo) que normalmente não toma determinada ação (chorar). E com esse aparente paradoxo, a série recebeu um ótimo nome.

4. Resident Evil (PS)

O site GameFAQs diz que o nome japonês da franquia, Biohazard, soa melhor. Talvez seja verdade, mas me parece um nome clichê para filme de terror. Resident Evil fazia mais sentido no primeiro título da série: Você entrava em uma mansão, dormia lá e enfrentava zumbis.

Isso, de fato, era uma “residência do mal” – traduzindo literalmente. Mas o nome da série perdeu completamente o sentido quando você começou a matar zumbis em área urbana, na Espanha e até na savana africana. Um nome datado.

5. Half-Life (PC)

“Meia vida” lembra aquela ideia de material que ainda está radioativo e quanto tempo leva para a ele perder sua radiação. Esse mesmo nome também lembra que seu personagem no game tem menos chances de sobreviver se estiver ferido.

O GameFAQs levanta a pergunta: O que essas definições tem a ver com um game de um doutor que enfrenta aliens e monstros de todo tipo em um tiroteio em primeira pessoa? Sei lá. Acho que essa é a graça do nome.

6. Sexy Parodius (SAT)

“Paródia sexy” é um nome tão tosco, sem noção e sem sentido que parece funcionar muito bem em uma série pouco conhecida da Konami, um shooter mais colorido para sua categoria. Um jogo de tiro para todo tipo de público.

7. EarthBound (SNES)

O nome original desse jogo era MOTHER 2. “Preso à terra” é um nome bem mais “pé-no-chão” pra esse game.

8. Donkey Kong (ARC)

King Kong? Shigeru Miyamoto fez uma cópia desse gorilão que conquistou os cinemas norte-americanos em seu game, mas dando um nome diferente para ele: Donkey. O significado dessa palavra é “bobo”.

E, no final das contas, o personagem é isso mesmo. Mesmo ele sendo vilão do game.

9. Call of Duty (PC)

Acho esse nome meio óbvio para estar nesta lista, mas “Chamado para o Dever” soa mesmo com um título para um jogo de guerra.

10. Parasite Eve (PS)

“Nascimento do parasita” para um jogo que mistura terror e RPG parece um título bem apropriado. Mas, além disso, que é óbvio, Parasite Eve simplesmente soa bem. É um daqueles nomes simples que a gente sempre quis dar pra alguma coisa. Pra um jogo de videogame, funciona.

Pedro Zambarda de Araújo

Os 10 melhores vilões dos games de 2011 segundo a GameFAQs

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, News) por Pedro Zambarda de Araújo em 17-07-2011

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O RPG de Xbox 360 e PC saiu na frente de todos os jogos no site GameFAQs e elegeu o melhor vilão de 2011, o mais interessante de todos. Illusive Man, do Mass Effect 2, foi eleito o melhor por seu perfil misterioso, seu pulso com o grupo Cerberus e por seu extremismo pela raça humana. Em um ambiente bem “Star Trek”, um homem sem identidade clara e interpretado pelo ator consagrado Martin Sheen acabou conquistado os gamers do mundo todo.

Veja os outros vilões da lista:

1. The Illusive Man: Mass Effect 2 (X360)
2. The Templar Order: Assassin’s Creed (PS3)
3. The Boss: Metal Gear Solid 3: Snake Eater (PS2)
4. Kuja: Final Fantasy IX (PS)
5. Andrew Ryan: BioShock (X360)
6. Dr. Wallace Breen: Half-Life 2 (PC)
7. Revolver Ocelot: Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty (PS2)
8. Sarah Kerrigan: Starcraft: Brood War (PC)
9. Sin: Final Fantasy X (PS2)
10. The Architect: Dragon Age: Origins – Awakening (PS3)

A franquia Final Fantasy está bem representado pelos vilões Sin e Kuja, de jogos mais antigos, mas sem personagens consagrados como Sephiroth, do FFVII. Metal Gear conseguiu emplacar a mãe Boss e seu filho Ocelot no mesmo ranking. Jogos novos como BioShock entram com o personagem Andrew Ryan.

E ai, concorda com essa lista?

Pedro Zambarda de Araújo

Vale a pena comprar um 3DS para jogar The Legend of Zelda 3D?

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, Review) por Pedro Zambarda de Araújo em 17-07-2011

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Entrei em uma Saraiva Megastore nesses dias e consegui conferir The Legend of Zelda: Ocarina Of Time 3D no novíssimo Nintendo 3DS, o novo portátil 3D da Big N. Para aqueles que ainda estão na dúvida se vale comprar o videogame de duas telas que pode ser ajustado para produzir três dimensões, seguem algumas dicas:

O 3D não muda nada no jogo em si

Ainda é o mesmo Link, lutando contra o mesmo Ganondorf e coletando os mesmos itens. A caneta do 3DS deixa o jogo mais dinâmico. O 3D mostra e abusa dos gráficos lindos do remake. Mas, na real, é o mesmo jogo. O bom é não precisar de óculos para visualizar esse avanço na parte gráfica.

O 3D cansa

Com a tela ajustado para três dimensões, você vê seu personagem em profundidade. No entanto, se você virar um pouco o rosto, a imagem duplica e perde o foco. A tendência é que você fique cansado jogando.

A bateria vai embora rápido

Com o 3D ligado, o portátil dura muito menos do que cinco horas. Isso é muito pouco. Essa durabilidade mínima acaba com a graça de jogos longos como Zelda.

Apesar dos problemas, os controles analógicos são úteis no jogo

A alavanca acima do direcional à esquerda movimenta o personagem Link mais suavemente do que controles convencionais. Os botões na parte direita também são confortáveis. Jogabilidade no 3DS funciona muito bem com esses remakes de jogos do Nintendo 64.

O preço ainda espanta

3DS sai por cerca de mil reais no Brasil. Gastar esse dinheiro em um console com jogos antigos ainda é temeroso. Não há novidades além de Zelda, Pilotwings e Metal Gear Solid. São mais jogos antigos refeitos para o 3D. Vale a pena?

Pedro Zambarda de Araújo

Final Fantasy VII, um autêntico épico cyberpunk. Ou seria eco-cyberpunk?

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 17-07-2011

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Um anti-herói, ex-membro de uma elite militar, vive em uma cidade futurista fazendo atos de terrorismo contra a corporação que domina o mundo, a Shinra. Este é Cloud Strife (foto acima). Um herói de guerra, também membro da SOLDIER, encontra uma entidade alienígena e acredita que será Deus na Terra. Seu poder ameaça toda a raça humana. Este é Sephiroth (foto abaixo).

A corporação dominou o mundo com reatores chamados Mako, que sugam toda a energia vital da Terra, chamada pelos antigos de Gaia. A queda de um ser chamado Jenova dá início ao processo de destruição do planeta e você deve evitar que esse fim de mundo aconteça. Essa é uma história clássica dos videogames.

Final Fantasy VII é um jogo antigo, de 1997, e o primeiro em 3D da série. Mas, além desse avanço nos gráficos, o game tem seu principal triunfo na narrativa. Apesar de já existirem outros jogos futuristas na mesma época, esse é um dos primeiros a incorporar um enredo tipicamente cyberpunk, subgênero da ficção científica, nos títulos da franquia.

O Cyberpunk foi criado na literatura em 1984, com a publicação de Neuromancer, de William Gibson. A premissa das histórias desse gênero é simples: Muitas máquinas, muito pessimismo e homens lutando contra o controle das corporações.

Final Fantasy tem tudo isso e mais: O grupo de Cloud também deve lutar pela preservação do planeta contra os reatores Mako. Essa face do enredo é mais ecológica e dá toda uma riqueza para a história completa.

Vale jogar, mesmo com gráficos fracos em relação ao PlayStation 3, que é mais atual. Também vale assistir o filme baseado no game, chamado Final Fantasy VII: Advent Children. É um dos maiores clássicos dos videogames e um épico cyberpunk, certamente.

Pedro Zambarda de Araújo

Eu não tenho medo de spoilers. Em videogames

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 16-07-2011

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Na verdade, eu não tenho problema em saber nem o final de um filme. Mas, especificamente com videogames, os famosos spoilers – vazar fatos importantes antes que os eu descubra efetivamente – não altera minha experiência com os jogos.

Essa é uma opinião pessoal, mas no caso dos games, saber algo e vivenciar o fato são duas coisas completamente distintas. Num filme, saber o final pode acabar com a surpresa de não estar esperando por aquele desfecho. Nos games, saber o desfecho e não jogar é equivalente a não saber nada. Você não moveu seu personagem para derrotar o último chefe, passar a última barreira e enfrentar os riscos finais. Você só sabe “por cima” o que acontece num jogo.

Por isso é que eu leio textos sobre games sem medo nenhum que mencionem seus finais, assim como detonados e outras redações que reviram os jogos até seus maiores segredos. A experiência, em um jogo, é seu ponto fundamental, mesmo em videogames que não exigem jogabilidade.

Mas, claro, friso de novo: Isso é só uma opinião pessoal. Não dá pra ser favorável ao tipo de fã de games que fala spoilers meramente para deixar outros fãs chateados com revelações que eles não queriam saber. Se você não tem bom senso, é melhor evitar os spoilers.

Inspirado no texto do Ricardo Farah do TechTudo.

Pedro Zambarda de Araújo

Brasileiros da GameFAQs elegem o melhor jogo de todos os tempos

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 12-07-2011

Rankings, rankings… Ao invés de elegerem jogos tradicionais como Super Mario Bros. ou Mortal Kombat, os brasileiros frequentadores do site GameFAQs elegeram um jogo diferente como Castlevania: Symphony of the Night, da Konami. A lista de games elencados pelos usuários foi bem diferente do convencional, baseada em suas análises pessoais sobre cada jogo.

1. (PS) Castlevania: Symphony of the Night
2. (SNES) Futebol Brasileiro ’96
3. (SNES) Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest
4. (GEN) Super Street Fighter II
5. (N64) The Legend of Zelda: Ocarina of Time
6. (SNES) Chrono Trigger
7. (PS) Metal Gear Solid
8. (SNES) Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars
9. (PC) Diablo II
10. (PC) Duke Nukem 3D

É engraçado como nossos conterrâneos pegaram títulos peculiares como Futebol Brasileiro ’96, um mod brasileiro de International Super Star Soccer, um jogo bem tipicamente nosso. Os brasileiros também mostraram que são fãs da Konami e do game designer Hideo Kojima ao colocar Metal Gear Solid como o sétimo colocado. Outros jogos como Duke Nukem e Diablo II mostram que estamos longe de ser politicamente corretos, mas curtimos jogos intensos e engraçados.

Dos clichês, que sempre figuram em um top 10, ficou Chrono Trigger e o Zelda de N64. E ai, você concorda com essa lista?