Pedro Zambarda de Araújo

Brasileiros da GameFAQs elegem o melhor jogo de todos os tempos

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 12-07-2011

Rankings, rankings… Ao invés de elegerem jogos tradicionais como Super Mario Bros. ou Mortal Kombat, os brasileiros frequentadores do site GameFAQs elegeram um jogo diferente como Castlevania: Symphony of the Night, da Konami. A lista de games elencados pelos usuários foi bem diferente do convencional, baseada em suas análises pessoais sobre cada jogo.

1. (PS) Castlevania: Symphony of the Night
2. (SNES) Futebol Brasileiro ’96
3. (SNES) Donkey Kong Country 2: Diddy’s Kong Quest
4. (GEN) Super Street Fighter II
5. (N64) The Legend of Zelda: Ocarina of Time
6. (SNES) Chrono Trigger
7. (PS) Metal Gear Solid
8. (SNES) Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars
9. (PC) Diablo II
10. (PC) Duke Nukem 3D

É engraçado como nossos conterrâneos pegaram títulos peculiares como Futebol Brasileiro ’96, um mod brasileiro de International Super Star Soccer, um jogo bem tipicamente nosso. Os brasileiros também mostraram que são fãs da Konami e do game designer Hideo Kojima ao colocar Metal Gear Solid como o sétimo colocado. Outros jogos como Duke Nukem e Diablo II mostram que estamos longe de ser politicamente corretos, mas curtimos jogos intensos e engraçados.

Dos clichês, que sempre figuram em um top 10, ficou Chrono Trigger e o Zelda de N64. E ai, você concorda com essa lista?

Pedro Zambarda de Araújo

Os 10 jogos mais procurados segundo o site GameFAQs

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, News) por Pedro Zambarda de Araújo em 12-07-2011

Lançado em setembro de 2010 no Japão, Pokémon Black (e sua versão similar, White) está no topo dos jogos atualmente mais procurados, segundo o site tradicional GameFAQs. Esse tipo de game no topo mostra a supremacia da Nintendo (com o DS) e a sobrevivência de um nome de peso nos games como Pokémon.

Confira a lista completa dos 10 maiores jogos segundo a página americana:

1. (DS) Pokemon Black Version
2. (PC) World of Warcraft
3. (Xbox 360) Fallout: New Vegas
4. (Xbox 360) Call of Duty: Black Ops
5. (PlayStation 3) Mortal Kombat
6. (PC) Minecraft
7. (PC) League of Legends
8. (3DS) The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D
9. (PC) The Witcher 2: Assassins of Kings
10. (PlayStation 3) Final Fantasy XIII

O mais engraçado da lista são dois fatos: Pokémon está na lista há 505 dias. Ou seja, o jogo entrou no ranking antes mesmo de seu lançamento oficial. Outro fato curioso é que a segunda posição é ocupada por World of Warcraft, considerado o game da década por muitas publicações e presente nessa lista há 2405 dias, o que equivale a 6 anos e meio.

Os outros títulos já não surpreendem tanto, pois são jogos recentes e bem sucedidos nas vendas.

Pedro Zambarda de Araújo

Sobre comentários

Categoria(s): (Artigo, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 09-08-2010

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Post original do Universo Touch.

Estou lendo um livro muito interessante do jornalista Michael Banks. Chamado Blogging Heroes, de 2008, o material traz 30 entrevistas feitas com os maiores blogueiros norte-americanos. Nomes importantes como Chris Anderson da WIRED/The Long Tail, Peter Rojas do Engadget, Briam Lam do Gizmodo e Mary Jo Foley do All About Microsoft ocupam o livro com muitas curiosidades sobre tecnologia e outros assuntos que são abordados pelos blogs internacionalmente.

No entanto, um comentário específico de uma blogueira chamou minha atenção. A canadense Deborah Petersen, do Life in The Fast Lane, que trata sobre seus gostos e de sua empresa familiar, considerou a falta de comentários dos textos o maior problema entre blogueiros grandes e pequenos. Confira, abaixo, um trecho da entrevista com Deborah, que traduz o questionamento que pretendo levantar neste post:

Apenas uma pequena fração dos que visitam os blogs deixam comentários. É a reclamação de todo blogueiro. Eles se sentem como se estivessem falando com as paredes. Eles apreciam todos os comentários feitos num post, porque lhes dá certeza de que não estão falando sozinhos. E quem deixa comentários são quase sempre outros blogueiros.

Nenhum dos meus amigos e família blogam. Eu ouço o mesmo de outros blogueiros. Baseado nisso, eu acho que a maioria das pessoas que lê blogs são outros blogueiros. E aí que vêm os sites sociais, atraindo blogueiros para outros blogs.

Com essas considerações, nos perguntamos: Será que as pessoas preferem comentar pessoalmente com o autor ao invés de postar um comentário? O Twitter desempenha papel de “caixa de comentários” hoje? O que deveria ser feito da parte dos blogs para estimular a participação de seus leitores?

Jurandir Filho, do Cinema com Rapadura, disse que os comentários são o que mantém seu podcast e site estimulantes na abordagem da arte do cinema. Ele reforçou esse discurso nas palestras da Campus Party 2010, convidando as pessoas que normalmente apenas observam os sites para comentar, conversar com os autores de blogs e criar vínculos interessantes nessa comunicação.

O que você pode fazer a respeito dessa discussão? Comentários devem ser estimulados ou devem acontecer naturalmente? Não são dados interessantes? Como os blogs podem ser mais dinâmicos na criação de conteúdo? Deixo isso para os comentários.

Quer começar a contribuir com esse post? Comente.

Pedro Zambarda de Araújo

Sobre mercado e a formação do profissional de games

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 20-07-2010

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Dia 16 de julho, eu participei de um simpósio no SP Game Show (dentro do Anime Friends 2010) com o tema Etapas e importância na formação do profissional de jogos eletrônicos. Alguns nomes importantes do mercado e da academia conversaram e discutiram comigo, como Esteban Clua, professor da Universidade Federal Fluminense; Henrique Sampaio, redador do Arena Turbo do iG; Humberto Zanetti, professor de projetos no Centro Paula Souza; Roberto Bianchini, professor da Universidade Anhembi Morumbi; Antonio Marcelo, diretor da Riachuelo Games; Claudio Bueno, coordenador da pós-graduação em jogos digitais do SENAC; Fabio Lubackeski, coordenador do curso de jogos digitais do SENAC; André Kishimoto, desenvolvedor de games da Glu Mobile e Fábio Fernandes, tradutor de ficção científica e professor do curso de jogos da PUC-SP.

A conversa foi muito produtiva. Cerca de 30 pessoas pararam para me ouvir falando sobre o mercado de blogs, assessoria de imprensa e publicidade em empresas de games, assuntos dos quais estou interado desde dezembro de 2008. Discutiu-se a necessidade de parar de jogar games para entrar na área de desenvolvimento, além dos advergames emergentes no Brasil. Falou-se da falta de estímulo do governo com impostos, que geram companias com pouca estrutura no país. E, nesse ponto da discussão, eu me revoltei, com uma certa justificativa: Falei da falta de ideias criativas e de empresas com games ousados no Brasil. Justifiquei minha reclamação dando dois exemplos do mercado japonês, como a Capcom, que produziu Street Fighter II com apenas dois designers em 1992, e a Nintendo, que colocou em prática a ideia do estagiário Shigeru Miyamoto na criação de Donkey Kong em 1982, com muitas limitações gráficas.



Os palestrantes presentes concordaram comigo. O Brasil agora possui cursos de games emergentes, que formam designers e programadores especializados nessa área, mas nosso mercado ainda é muito conservador, sem dar o devido investimento aos nossos produtos eletrônicos. Claro que o Japão também não era essa potência de games em 1982, sofrendo com a expansão da Sega, norte-americana, em seu mercado na época. Por esse motivo, nossas terras podem sim dar origem games tão cativantes quanto Super Mario Bros., especialmente se empresários e pessoas criativas estiverem trabalhando em conjunto, alinhados.



A palestra foi uma grande oportunidade de repartir o conhecimento de história dos videogames que estou utilizando em meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, além das leituras que faço diariamente sobre tecnologia. Para quem deseja se adentrar em games no Brasil, faltam programadores, designers e até blogueiros que tragam informações e dados para os produtos desenvolvidos no mercado. Estar alinhado com as comunidades online é fundamental para expandir suas discussões e tornar videogames um negócio sério. Ou seja, se você é criativo, quer diversão e muito trabalho, desenvolvedor gamer, seu lugar é aqui.

Pedro Zambarda de Araújo

Sobre mães e consoles

Categoria(s): (Artigo, Bizarro, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 19-07-2010

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Em uma conversa descontraída com meu amigo Fábio Fernandes, pensamos em comportamentos maternos que realmente parecem com videogames, pelo menos em seu conceito. A geração atual de consoles parece se encaixar muito bem em certos perfis de mães. Por isso, com essa reflexão bizarra, mostro aqui diferentes perfis, para vocês concordarem, discordarem ou darem boas risadas:

X-Mom: Educa os filhos com amor, mas com certa rigidez. Os moleques tem que passar por pequenos desafios para liberar os achievements mais fáceis da própria mãe, que revertem em prêmios generosos. Ou seja, o moleque vai ter que arrumar a cama, ajudar na louça e fazer o dever de casa para receber uma recompensa. O problema é que os desafios vão aumentando, como passar em uma boa faculdade, conseguir um bom emprego, etc. A X-Mom é difícil de ser agradada após certo tempo. Quando ela envelhece, ela tende a lembrar os achievements que você nem buscou ou sequer tentou. Mas ela é muito amorosa se você conseguir vencer desafios, o que pode parecer injusto para muitos que acreditam no carinho gratuito.

Wii-Mother: Essa é a mãe de todos, que aceita qualquer conquista do filho. Ela só tem um problema em suas relações: Exige que você se mexa. Pra ela não existe filho sedentário, já que todos são obrigados a andar com ela de bicicleta desde pequenos, frequentar academias e fazer tudo o que fortalece o físico. Entretanto, comparado com outras mães, ela exige isso e nada mais. O filho pode fazer uma faculdade particular mais ou menos, que ela irá amá-lo muito. No entanto, o rapaz tem que curtir pelada de sábado, basqueta ou qualquer outro esporte.

Play-Mom: Apesar de ter o nome “jogar” no apelido, esse tipo de mãe não te tira da cama se você não quiser. É a mãe dos nerds gordinhos e preguiçosos, mas preocupados com a qualidade de vida. Traz café na cama, compra conexão para internet cara, mima o filho com apelidos toscos e não o incomoda quando está brincando com seus amigos. Pode criar uma criança normal, apesar dos vícios nerds, ou um monstrinho que, com tanta liberdade e mordomias, pode encher o saco das outras pessoas.

E ai, conhece alguma outra mãe que se encaixa no conceito de outro videogame? Os comentários estão ai para isso.

Pedro Zambarda de Araújo

Um game que fala sobre games

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 09-07-2010

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Texto não recomendado para quem não conhece a série MGS.

Se você jogou Metal Gear Solid, tanto a versão revolucionária de 1998 quanto o remake no Game Cube, provavelmente reparou na curiosa batalha contra o vilão Psycho Mantis.

Sendo o primeiro game com atores de verdade fazendo as vozes dos personagens, Metal Gear não parou a mudança que causou no mercado de games apenas inserindo interpretação cinematográfica aos jogos eletrônicos. Mantis pergunta ao herói Snake o que ele anda jogando ultimamente. Através de um mecanismo realmente curioso, Hideo Kojima inseriu no game falas do personagem comentando seus saves de Memory Card, como se estivesse invadindo sua mente.  As falas sarcásticas de Mantis sobre o seu game Castlevania trazia uma nova visão dos jogos, que trouxe uma interatividade própria de Metal Gear Solid.

O grande baque veio em Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty. Jogando inicialmente com Solid Snake, o jogador era surpreendido por uma súbita interrupção da narrativa, que inseria o novato Raiden como protagonista. Acabando com a figura do herói clássico do game de espionagem, você interpretava um iniciante repleto de inseguranças. O jogo inteiro deu a entender, com a construção dos vilões Solidus e Ocelot, uma imensa sensação de simulação, identica à experiência em Shadow Moses no Metal Gear Solid 1. A grande mensagem final dessa sequência era: Você pode interpretar um gamer dentro de um videogame. O grande vilão da série se tornou uma rede de computadores que manipula o governo americano. Mas Kojima não ficou satisfeito em mandar apenas essa mensagem.

Metal Gear Solid 3 reinventou o próprio protagonista Solid Snake. Voltando à 1964 e estabelecendo um marco zero na série de todos os jogos MGS e Metal Gear, Kojima nos mostra Big Boss, o primeiro vilão e pai biológico de Snake, identico ao próprio herói durante a Guerra Fria. A semelhança de ambos destruiu o dicotomia simplista que existia na história, colocando uma narrativa complexa entre pai e filho, soldado original e seu clone.

Metal Gear é uma franquia que começou imitando Rambo e filmes de espionagem e desembocou no questionamento sobre o próprio ato de jogar, com inimigos que reconhecem sua memória, histórias que fazem simulações e protagonistas que se transformam. A contribuição desse fenômeno é insuperável, tanto para os games como mercado, quanto para as pessoas que o definem como arte.

Pedro Zambarda de Araújo

10 coisas sobre Mario que você gostaria de saber

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, Retro-Games) por Pedro Zambarda de Araújo em 27-06-2010

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Você joga Mario desde quando se lembra como gamer, não é? Nunca se perguntou de onde ele veio, por que ele se chama assim? Veja a lista abaixo, com curiosidades singulares sobre o encanador mais famoso dos videogames.

1 – O nome Mario veio de Mario Segale, dono do primeiro galpão da Nintendo nos Estados Unidos.

2 – O primeiro nome de Mario foi “Jumpman”. Era assim apenas porque ele pulava nas plataformas e dos obstáculos para derrotar o Donkey Kong dos arcades.

3 – O nome da namorada de Mario era Pauline no game Donkey Kong (1981), o primeiro em que ele apareceu. Ela inspirou a Princesa Cogumelo (ou Peach) dos jogos posteriores.

4 – A profissão de Mario no início era de carpinteiro. E ele era dono do gorila que sequestrou a garota, chamado Donkey Kong.

5 – O primeiro jogo em que Mario foi chamado de Mario foi Donkey Kong Jr. (1982). Nesse game, o filhote de DK tenta salvar seu pai das mãos do carpinteiro Mario.

6 – A história explorada hoje em dia só surgiu em Super Mario Bros. (1983), game bem-sucedido no NES. Mario transformou-se em um encanador italiano em um reino dos cogumelos, com uma princesa e um irmão. A inspiração desse mundo foi Alice no País das Maravilhas.

7 – Charles Martinet faz a voz de Mario desde 1995, no jogo educacional para PCs Mario’s FUNdamentals. O trabalho dele ficou consagrado no ano seguinte, em Super Mario 64, que trouxe o encanador em 3 dimensões.

8 – Dois detalhes do figurino de Mario foram criados por limitações gráficas do NES na década de 80: o chapéu do personagem pela falta de detalhe dos cabelos e o macacão permitiu que os braços do personagem se movessem em 8 bits. Além disso, o bigode foi desenhado para não precisar desenhar uma boca.

9 – A nomeação do nome Mario, inspirado em Segale, serviu para agradar o dono do galpão da empresa, frustrado pelos fracassos da Nintendo nos EUA antes de Donkey Kong.

10 – Mario tornou-se italiano porque Segale era italiano.

Inspirado no livro The Ultimate History of Videogames, do jornalista Steve L. Kent.

Pedro Zambarda de Araújo

Metal Gear Solid Peace Walker: O que é esse jogo?

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, News) por Pedro Zambarda de Araújo em 27-06-2010

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Reunindo o que há de melhor da série Metal Gear Solid, com o seu personagem Snake (Big Boss) invadindo bases inimigas e abusando do CQC para desarmar soldados, enquanto utiliza armas de fogo, o foco do episódio Peace Walker é a cooperação entre jogadores. No entanto, o jogo solo mostra grandes mudanças na série.

O vídeo no final deste post mostra que muitos elementos de Metal Gear Solid 4 foram integrados ao jogo. Você, uma vez revelado ao inimigo, enfrenta um verdadeiro exército para sobreviver, com direito a lança-mísseis que derrubam prédios e helicópteros. Snake não precisa se alimentar como no episódio 3, mas seu desempenho em combate é o principal para sobreviver contra as conspirações em Costa Rica.

Peace Walker é um jogo de guerra direto. O personagem Snake, tanto na versão Big Boss quanto Solid Snake, além de ser espião, é um exército de um homem só. Não há camuflagem nesse game, mas combate bruto, cru. Confira o vídeo e faça seus comentários.

Pedro Zambarda de Araújo

Completo um ano de podcast

Categoria(s): (Artigo, Nerd, Podcast) por Pedro Zambarda de Araújo em 25-05-2010

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Exatamente um ano atrás, neste dia 25 de maio, subia ao ar o primeiro podcast que fiz, aqui no Wii Are Nerds. Com ajuda do Naftali Andrade, da Fabiane Lima e do Gustavo Ats no chat, a gente fez um programa de áudio com variedades, sem tema definido e nem experiência no assunto. Entrei de cabeça nesse mundo por culpa do Now Loading, podcast de games apresentado pra mim por um primo, e me empolguei depois de conhecer um dos primeiros podcasts brasileiros de sucesso, o Nerdcast.

Essa brincadeira de fazer áudio na internet, abordando um tema, foi se desenvolvendo. Gravei um total de 11 programas, entre os blogs Bola da Foca e Wii Are Nerds. Ainda ouço mais do que produzo, mas a minha pretensão é tornar essa prática um hábito profissional, apesar de ter uma pitada de humor e descontração nas conversas.

Coincidentemente, no mesmo dia daquela gravação, era também Dia da Toalha, em homenagem ao escritor Douglas Adams, e Dia do Orgulho Nerd (dedicado tanto aos fãs de Adams quanto os de Star Wars, que festeja no mesmo mês). Esses acasos tornaram aquele dia histórico, acompanhado com algumas cervejas, descontração e uma edição que ficou impecável no final do dia, pois havíamos gravado horas antes, de madrugada.

Hoje eu não mantive o mesmo ritmo de gravações, mas friso: é um jeito muito diferente e divertido de comunicar. Assim como o vídeo, os sons tem um feeling diferente com os expectadores. Resta tentar captar a peculiaridade dessa mídia, em particular.

Obrigado a todos que me ajudaram nesse primeiro ano. Em específico, às pessoas que gravaram aquele primeiro programa, todos que tive oportunidade de entrevistar e um agradecimento especial para Gabriel Subtil, que tenta, insistentemente, me fazer voltar e gostar mais de podcats.

Pedro Zambarda de Araújo

Por que nós escrevemos sobre videogames?

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 16-05-2010

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Quando entrei no Wii Are Nerds (WAN), no começo de 2009, entrei porque o blog era aberto a colaborações. Quando o blog surgiu, em março de 2008, num blogspot perdido por ai, era apenas um blog de TI comum feito pelo Bruno Leles e o Naftali. Quando o Gustavo Ats, o GuZ, começou a postar compulsivamente, ele descobriu seu nicho em tecnologia mesmo e criou o Oxenti.

Quando entrei no WAN, eu era estagiário em uma empresa chamada TAXI labs, que fazia jogos para web e experiências. O Naftali procurava emprego nessa área. Gustavo se voltava cada vez mais para TI. Em setembro do ano passado, o Naf entrou na Techfront, e foi fazer games. Eu sai da TAXI e voltei pra tecnologia alguns meses depois, na Livetouch, novamente como blogueiro.

Por esses motivos, o WAN começou a focar mais em videogames. Este blog sempre foi um reflexo de nossas vidas, mesmo que esteja fechado em determinados assuntos. E justamente por isso, game virou um assunto comum entre nós, enquanto o Gustavo seguiu seu caminho com TI, mas aparecendo aqui quando o assunto volta a ser videogame.

Pra que fazer um blog se ele, de fato, não é reflexo do seu trabalho e da sua vida pessoal? Me lembra quando comecei a jogar videogame, com 2 anos, num Phantom System da Gradiente. Por isso, e por tantas outras coisas, o Wii Are Nerds é o que é.