Final Fantasy VII, um autêntico épico cyberpunk. Ou seria eco-cyberpunk?
Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por Pedro Zambarda de Araújo em 17-07-2011
Tags : cyberpunk, FFVII, Final Fantasy VII

Um anti-herói, ex-membro de uma elite militar, vive em uma cidade futurista fazendo atos de terrorismo contra a corporação que domina o mundo, a Shinra. Este é Cloud Strife (foto acima). Um herói de guerra, também membro da SOLDIER, encontra uma entidade alienígena e acredita que será Deus na Terra. Seu poder ameaça toda a raça humana. Este é Sephiroth (foto abaixo).

A corporação dominou o mundo com reatores chamados Mako, que sugam toda a energia vital da Terra, chamada pelos antigos de Gaia. A queda de um ser chamado Jenova dá início ao processo de destruição do planeta e você deve evitar que esse fim de mundo aconteça. Essa é uma história clássica dos videogames.
Final Fantasy VII é um jogo antigo, de 1997, e o primeiro em 3D da série. Mas, além desse avanço nos gráficos, o game tem seu principal triunfo na narrativa. Apesar de já existirem outros jogos futuristas na mesma época, esse é um dos primeiros a incorporar um enredo tipicamente cyberpunk, subgênero da ficção científica, nos títulos da franquia.

O Cyberpunk foi criado na literatura em 1984, com a publicação de Neuromancer, de William Gibson. A premissa das histórias desse gênero é simples: Muitas máquinas, muito pessimismo e homens lutando contra o controle das corporações.
Final Fantasy tem tudo isso e mais: O grupo de Cloud também deve lutar pela preservação do planeta contra os reatores Mako. Essa face do enredo é mais ecológica e dá toda uma riqueza para a história completa.
Vale jogar, mesmo com gráficos fracos em relação ao PlayStation 3, que é mais atual. Também vale assistir o filme baseado no game, chamado Final Fantasy VII: Advent Children. É um dos maiores clássicos dos videogames e um épico cyberpunk, certamente.

