Como amanhã será o dia oficial para começarmos a baixar a nova versão do Firefox e também para tentarmos colocar um novo recorde no Guinness, não poderia deixar de comentar o que há de bom no nosso amável browser, e também claro, comentar o que ficou faltando.
Faz tanto tempo que estou utilizando essa nova versão, que já até me adaptei com ele como sendo o browser principal, então o dia de amanhã não mudará muita coisa. Mas sempre existem pessoas que gostam de esperar uma versão estável antes de realmente usá-lo.
Melhoras
Dentre as funcionalidades novas, a melhor, para mim, é, indiscutivelmente, o auto-completar da barra de endereços. Nela, se você digitar a palavra “Firefox” por exemplo, ele não lista apenas as urls que contenham essa palavra, mas também os títulos dos sites, as tags (sim, é possível colocar tags em seus favoritos), e claro, a url também. Mas não apenas isso, supondo que no título de um site contenha a frase: “Novo firefox pronto para download”, basta você digitar “firefox download” e ele listará essa página também. Para mim essa funcionalidade ajuda muito.
Outra funcionalidade interessante é o “Places”, onde é possível organizar as páginas visitadas, favoritos, tudo em um lugar só. E uma vantagem também é a possibilidade de criar marcadores inteligentes, ou seja, você pode criar um marcador com um critério, como por exemplo, páginas visitadas nessa semana, ai ele lista somente as páginas que foram visitadas na semana corrente.
Os avisos de phishing e outros de segurança, estão mais fortes agora. Antes de entrar na página, o firefox carrega uma com o aviso de que a página contém código malicioso, ou que pode trazer qualquer tipo de dano ao seu computador. Dessa forma a navegação se torna mais segura, até para usuários inexperientes.
Além de tudo isso, algo que me cativa também, apesar de não ser uma funcionalidade primordial, é o fato de o firefox não perguntar mais se você quer que ele lembre a sua senha usando uma janela, mas sim com um aviso que fica acima da página, dessa forma a navegação se torna mais espontânea, sem aquelas interrupções desnecessárias.
A parte de complementos também foi remodelada, agora é possível realizar buscas direto por ele, sem a necessidade de entrar no site para tal, e como ele filtra os complementos para aparecer somente os que funcionam com a versão que está utilizando, isso faz com que as pessoas não se decepcionem ao encontrar um complemento e ele não funcionar para versão atual.
O firefox agora também se adequa ao sistema operacional no qual ele está sendo executado, ou seja, ele usa temas que se adequam melhor a cada S.O.. O que achei interessante, é que no Gnome, ele carrega os ícones que estão sendo usadas no tema atual do sistema. Isso ajuda pois, assim, o Firefox vai ter a sua interface sempre de acordo com o padrão do sistema.
É difícil não comentar também que a velocidade do browser está muito melhor agora, depois que o Gecko, motor que o firefox usa para desenhar as páginas, foi reescrito e vários problemas arrumados. E também é importante ressaltar que os problemas que ele tinha com “memory leak“, foram resolvidos, tornando ele, além de tudo, mais leve.
A janela de de downloads também foi remodelada. Agora é possível realizar buscas para achar um determinado download realizado.
O que falta
E além de tudo isso, como a Mozilla se preocupa sempre em lançar algo funcional, existem funcionalidades que foram deixadas de lado, mas que podem estar presentes na versão 3.1. Dentre essas funcionalidades, duas me chamaram a atenção.
A primeira é o CTRL+TAB (que é utilizado para trocar de abas), que agora, ao usar essas teclas, abre-se um “switcher” (bem parecido com o ALT+TAB do windows), com isso você tem um preview das abas antes de abrí-las. Usei o plugin que ainda não está em fase final, e posso dizer que realmente é impressionante, mas ainda apresenta algumas falhas. Para quem quiser testar, basta seguir o link: https://bugzilla.mozilla.org/show_bug.cgi?id=395980. Mas não recomendo se você gosta de usar softwares estáveis.
A segunda é a possibilidade de navegação sem rastros, ou seja, o firefox não salva na máquina cookies, histórico, etc. É como se a pessoa usa-se uma “capa de invisibilidade” antes de começar a navegar pela internet. Sendo assim, a navegação se torna mais segura quando feita em lugares públicos, como cyber-cafés, ou na faculdade, por exemplo.
Finalizando
É, realmente acho que o Firefox agora veio para arrebentar qualquer browser que queira competir com ele. Vale lembrar que ele possui “apenas” 28% de usuários ao redor do mundo, mas sabendo que a maioria desses usuários (já que em Linux ele já vem instalado como padrão) tiveram que baixar (provavelmente pelo IE), e instalar o browser por livre e espontânea vontade, isso já torna algo realmente revolucionário.
Mas a Microsoft não está parada, ao que parece, até o fim do ano ela pretende lançar o Internet Explorer 8, com algumas funcionalidades a mais também, como o Activities e o Web Slices, que é como se fosse um marcador “vivo”, nele você marca um conteúdo de uma página, e ele se atualiza conforme a página for atualizada, você pode testar essas funcionalidades com uma página do ebay pronta para isso. Muito interessante, não fosse a existência de add-ons que simulam o Activities e o WebSlices no Firefox.
E agora Microsoft?