GuZ

Project Natal tem data e preço para chegar

Categoria(s): (Games) por GuZ em 11-11-2009

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Vá planejando logo como será sua sala de estar, pois em 2010 o Project Natal vai chegar para brigar com o Wii.

O Natal custará no máximo US$ 80,00 (R$ 500,00 com impostos) e deverá contar com vários títulos da Activision, Bethesda, Capcom, Disney, EA, Konami, MTV, Namco Bandai, SEga, Square Enix, THQ e Ubisoft. Se você achou os US$ 80,00 barato, se anime! A Microsoft quer baixar ainda mais o preço.

Pra quem ainda tá desligado, o Project Natal é um periférico para o Xbox 360 que usa câmeras e microfones para você jogar sem controles e teve seu nome inspirado na cidade de Natal RN

OK, Microsoft, você já provou que sabe fazer vídeo-games, suíte office e até Sistemas Operacionais, que tal aprender a fazer um navegador?

MCV

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GuZ

Project natal vai acabar com as guitarras, microfones e outros trecos do Guitar hero?

Categoria(s): (Artigo, Games) por GuZ em 28-07-2009

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Todo roqueiro conhece AIR GUITAR, todo roqueiro já fez air guitar enquanto escuta aquele solo de duas ou três horas de bandas de heavy metal melódico, outros fazem AIR DRUMS, com baterias. Existe até um campeonato de Air Guitar.

Pois bem, com o Project natal isso pode ficar ainda mais divertido. Imagine você: ouvir o som que você faria se realmente tivesse tocando uma guitarra quando pratica Air Guitar? Eu mesmo acho que Tobias Sammet me chamaria para fazer o próximo Avantasia se ele ouvisse meus Air Solos.

Imagine agora que esse projeto seja incluso no Guitar Hero e no Rock Band, além de você passar raiva por ter gasto uma pequena fortuna com os kits, acho que deve muito mais divertido fazer um Air Guitar com som, do que apertar os botões da guitarra…

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thiago.dias

E a Microsoft conseguiu

Categoria(s): (Nerd, News) por thiago.dias em 23-07-2009

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Diferentemente do XP e do Vista, a empresa conseguiu entregar o Windows 7 (continuo achando um péssimo nome) a tempo para os fabricantes. A versão RTM (Release to Manufactures) do novo sistema operacional já pode ser acessada a partir de hoje pelas produtoras, e com direito a muitos elogios prévios.

Numa matéria publicada hoje pelo Estado de S.Paulo, A Microsoft do Brasil disse que todos os problemas do Vista foram resolvidos, principalmente em relação a seu peso e sua velocidade, as maiores reclamações do usuários no começo da vida do SO. Outra mudança que também gerou elogios foi um sistema de segurança pré-definido, sem as incômodas perguntas sobre se a gente quer mesmo fazer aquilo (algo que sempre achei um insulto à inteligência do usuário).

Em relação ao grande problema para os “Manufactures”, a compatibilidade do Windows Vista, o gerente-geral da empresa, Rich Reynolds se mostrou bem otimista, afirmando que o trabalho em cima do 7 foi feito desde o início com inúmeras parceiras. Enfim, está tudo muito bonito, mas Leandro Crippa, do IDC, lembra que tudo isto ainda precisa ser provado na prática, quando a versão final do sistema chega às lojas.

A informação oficial sobre o lançamento pingou ontem aqui no Brasil por volta da 5 da tarde, justamente com a entrevista exclusiva ao jornalista Renato Cruz do Estadão. No entanto, boatos sobre o assunto pipocavam na rede desde o início da semana, gerando uma verdadeira liquidação do Windows Vista na lojas do ramo. Os preços, apesar de serem tabelados, foram reduzidos de forma significativa. No entanto, fica a dúvida sobre a inteligência de alguém que se aventurou a comprar o sistema falho nesta altura do campeonato.

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GuZ

Sony registra patente de algo que pode quebrar sua TV

Categoria(s): (Games, Rapidinhas) por GuZ em 05-07-2009

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Como já era de se esperar, criaram um Natal Killer. Dessa vez a Sony registrou a patente de algo que pode detectar objetos comum em 3D, utilizando o Playstation Ele e colocar ele num banco de dados para usar no jogo, depois, naturalmente, a câmera detectará o objeto para ser usado no jogo. Imagine você jogando baseball e acertar a Sony Bravia que seu pai comprou há uma semana? Não tem preço.

Será que isso será tão interessante quanto o Project Natal?

Via [Engadget]

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thiago.dias

O quão mal está o Playstation 3?

Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd) por thiago.dias em 02-07-2009

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Faz um bom tempinho que não se tem visto um notícia boa para o Playstation 3. O console da Sony vem sendo atacado constantemente pelo seu alto preço e pouco retorno financeiro, além amargar a terceira colocação mundial na guerra dos consoles. O Wii ainda lidera, seguido pelo XBox 360.

Está bem que o Wii conquistou os jogadores casuais, e não pode ser considerado um concorrente direto para a Sony, e a caixa da Microsoft ainda vive à sombra de suas falhas de produção. Muitos consumidores estão fugindo dele devido ao medo das 3rl, problema que parece ter sido solucionado à custa de outros defeitos. No entanto, a base ainda é maior que a do PS3.

No inicio de junho, a Activision, uma das maiores empresas do mercado, afirmou que estava muito preocupada com os rumos que a Sony estava dando a seu console. Segundo a empresa, o alto custo de produção dos jogos do PS3, juntamente com o alto preço de venda, tanto do console quanto dos jogos, está fazendo com que o retorno financeiro seja mínimo. No fim da entrevista, dada ao Gamespot, a Activision anunciou que se as coisas não mudarem rápido, ela poderá abandonar o console.

Agora, no inicio da semana, um site de Taiwan – fonte tão confiável quanto os produtos feitos por lá – anunciou que a Sony já fechou contrato para a produção de um PS3 Slim. Até aí, nada de surpreendente, já que o tamanho do atual console é mesmo um problema. A novidade mesmo é que os primeiros modelos já estariam a venda no final deste mês. A Sony estaria desesperada para aumentar as vendas, e o novo modelo seria determinante para isto. Acompanhada desta informação, surgiu o boato de uma grande redução no preço do PS3 pode chegar a partir de agosto.

Não melhorando a onda de notícias sobre a Sony, um levantamento do NPD Group mostrou que dos títulos produzidos pela própria empresa, apenas Resistance: Fall of Men teria superado a marca de 1 milhão de cópias vendidas. Outros grande títulos, como Little Big Planet, Killzone 2 e Uncharted – todos sucesso de crítica – teriam emperrado na marca entre 500 mil e 750 mil cópias.

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GuZ

Navegadores – A Comparação

Categoria(s): (Artigo) por GuZ em 01-07-2009

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Em setembro de 2008 eu fiz a primeira comparação entre os navegadores,  logo no lançamento do Google Chrome Beta.  Na época, eu comparei os seguintes navegadores:  Mozilla Firefox 3.0.1, Microsoft Internet Explorer 7.0, Google Chrome 0.2, Safari 3.2, e o Opera 9.52 , agora vou comparar as versões atualizadas deles.

Hoje, acabei de terminar a segunda comparação, bem mais completa, e com os browsers mais recentes e suas versões finais.

Para ler a comparação completa, clique aqui.

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Naftali

Project Natal: A casa do futuro na sua casa

Categoria(s): (Games, News, Rapidinhas) por Naftali em 03-06-2009

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Estou realmente boquiaberto com a novidade que a Microsoft apresentou na E3 desse ano. Como o Gustavo já disse (e os boatos previam), o projeto Natal tem a ver com entretenimento digital sem o uso de controles. Reparem bem que eu não disse jogos, eu disse entretenimento digital. Ao meu ver a Microsoft conseguiu ficar a frente da Nintendo (o Wii Motion Plus parece brinquedo de criança perto da ideia da Microsoft) de uma forma que poucos imaginariam.

Aliás, lembram de quando víamos aqueles vídeos com detalhes sobre como seria a casa do futuro? O problema deles é que sempre deixavam-nos sonhando, sem algo realmente palpável no mercado. Mas ao que parece essa ideia de casa do futuro está começando a entrar no campo de realidade para muitas pessoas.

O funcionamento é simples: esqueça os controles. Ou seja, você realmente usa totalmente seu corpo. Os movimentos são reconhecidos por uma câmera, ou qualquer tipo de sensor que fique a frente da televisão, e então codificados para serem interpretados pelo jogo ou software. Ou seja, não são mais apenas os movimentos da mão que farão parte do entretenimento, é seu corpo inteiro. Como se não bastasse, o “Natal” tem reconhecimento de voz e reconhecimento facial. Ou seja, você não será confundido com qualquer pessoa que passe ao seu lado enquanto estiver jogando.

Veja abaixo um vídeo de demonstração da tecnologia

Como se não bastasse, existe também um projeto chamado “Milo” que é a evolução do que conhecemos como amigo imaginário. Milo é um garoto que conversa contigo, percebe suas emoções e pode até fazer com que a linha tênue entre a vida real e a digital seja quebrada. Pode parecer irreal, mas não é, está aí, como pode ser observado no vídeo abaixo (em inglês).

O que temos que admitir é que a Microsoft conseguiu se superar *E* (ênfase no “e”, por favor) superar a Nintendo. A Big N que se cuide, pois a companhia de Redmond entrou de cabeça nesse mundo e não vai ser fácil derrotá-la.

Fonte: Gizmodo

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GuZ

Project Natal, é Natal (RN)

Categoria(s): (Games, Nerd, News, Rapidinhas) por GuZ em 02-06-2009

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O Nome do Project natal (Aquele do controle sem joystick, ou algo parecido) da Microsoft vem da cidade Brasileira NATAL no Rio Grande Do Norte, e também por conta do projeto ter sido desenvolvido no Brasil por um brasileiro. (Corrigido)

Segundo a Microsoft:

“Alex Kipman, que incubou o projeto e é do Brasil, escolheu Natal, uma cidade na costa nordeste do Brasil, como um tributo ao seu país. Além disso, ele sabia que natal também significa “nascer” em Latim. Dada o novo publico que o “Project Natal” ajudará a trazer ao Xbox 360, o nome encaixou”

Ufa! ainda bem que escolheram Natal, Imagine se resolvem escolher Project Mossoró, ou Project Ressaquinha (clique para ver mais nomes estranhos de cidades)?

Assim que eu tiver oportunidade (entenda TEMPO) eu vou até Natal conhecer a cidade. Dizem ser linda, e é próximo daqui (uns 500km).

via Gizmodo

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Naftali

Por que atualizar?

Categoria(s): (Artigo, Nerd) por Naftali em 15-04-2009

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Eu sou uma pessoa realmente obcecada por atualizações de software e novidades. Tanto que um selo de beta é um belo convite para que eu troque de software, se for alpha então, não consigo aguentar.

Sei que essa atitude não é a mais aceitável para todos os tipos de usuários e seres humanos que vagam pelo mundo da informática. Mas não podemos negar que atualizar um software é algo extremamente importante. Digo isso porque tenho visto algumas pessoas que têm visto a atualização de software como algo ruim ou que, muitas vezes não trás benefícios, como é o caso de algumas pessoas que comentaram nesse post.

Um dos exemplos que encontrei foi a total falta de necessidade de se atualizar o Adobe Reader. Afinal, que tipos de funcionalidades revolucionárias você pode esperar de um… leitor de PDF?

De qualquer forma, essa idéia não se aplica a todos os softwares, muito pelo contrário. Se não existissem atualizações, nós não teríamos nos livrado de inúmeros erros que afetaram inúmeras empresas, ou até mesmo as pessoas de bom coração que usam o computador para jogar Paciência.

O maior (e talvez um dos melhores) exemplo de que uma atualização no momento certo pode trazer inúmeras vantagens, foi na época do bug do milênio. Até então, muitas empresas não compreendiam a real necessidade de atualizar para um software novo, mantinham o que funcionava (o que não condeno para muitos casos, como os de banco, por exemplo). Mas esse problema todo acarretou no crescimento de vendas de softwares ERP (Enterprise Resource Planning), que foi o precursor para que muitas outras ferramentas de auxílio administrativo nascesse, dentre eles o B.I. (Business Intelligence). Agora pergunte para o gerente de T.I. da Flextronics, ou da GM (para dizer algumas empresas grandes) se eles conseguiriam se manter como estão atualmente sem as ferramentas surgidas naquele momento.

Muitas pessoas não conseguem, ou não querem, ver que atualizações muitas vezes podem trazer benefícios. O problema é que quando algo nos ajuda, a gente simplesmente gosta, mas quando nos atrapalha, avacalhamos geral.

Por exemplo, alguns dizem que se a Microsoft tivesse se mantido com o Windows 98, eles continuariam felizes usando-o. Mas não sabe que o Windows 98 não consegue gerenciar mais que 2 GB de memória RAM, fora que o sistema de alocação de dados no disco rígido usado na época (FAT 32), perdia muito espaço para discos grandes. Hoje vemos PCs com 3 GB de RAM e HDs de 350 GB, para mais, sendo vendidos a rodo. Isso não seria possível se não houvesse a atualização de software necessária.

Fora isso, muitos reclamam, mas não param de jogar os jogos mais bombados que existem atualmente (como GTA 4, Gears of War, Prince of Persia, etc). Esses jogos não rodariam em plataformas mais antigas, nem chorando.

Além também da evolução de várias outras áreas, como o cinema por exemplo. Ou vocês acham que é possível renderizar filmes como Shrek, Era do Gelo, Madagascar, Matrix – e todos que usem animação 3D ou efeitos especiais – em tempo, sem usar um render farm, que há alguns anos não era possível realizar tão facilmente?

Reclamam que a indústria quer evoluir, mas reclamam também quando saem de uma sessão de cinema sem ter os efeitos especiais que esperavam no filme de ação. Uma coisa leva a outra, não dá para reclamar das duas ao mesmo tempo.

Podem dizer que estou apenas dando exemplos de coisas grandes, que realmente fazem a diferença para muitas pessoas. Sim, mas isso não quer dizer que atualizações em pequenos softwares não podem ajudar você a trabalhar melhor, ou mais rápido. Milhões de “dinheiros” são gastos por empresas de desenvolvimento para pesquisar qual a melhor interface para o usuário, como as coisas precisam estar posicionadas para que sejam interpretadas na maneira correta. Interfaces mudam não porque é necessário ficar mais bonito, mas porque as empresas querem ajudar você a usar o software da melhor maneira possível.

Fora tudo isso, temos as atualizações para correção de problemas, ou você queria continuar com o Sasser rodando em sua máquina até hoje?

Empresas falham, filosofias falham, pessoas falham, mas é preciso deixar que elas evoluam, aprendam e ajudem quem precisa delas. Mas, se ainda assim, você não concorda comigo, acesse: http://www.oldversion.com/ e divirta-se.

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Naftali

Por que abandonei o Linux: Da filosofia à prática

Categoria(s): (Artigo) por Naftali em 02-04-2009

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mad_penguim

Sei que muitos aqui discordarão de minha opinião, mas para dizer a verdade, essa é a intenção. Há muito defendi (mesmo que cegamente) o Linux e sua filosofia, mas ultimamente algumas coisas me fizeram mudar de opinião e aceitar o que sempre fui.

Filosofia

Acredito que todos, ou pelo menos a maioria, conheça a história e a filosofia do Linux. Mas, vou contá-la mesmo assim. 

Todas as distribuições Linux são gratuitas (o máximo que pode acontecer é a necessidade de pagar por suporte, como é o caso da Red Hat, Novell, etc.) e de código-aberto, por esse motivo todos podem modificá-lo a bel-prazer e então fazer uma nova distribuição chamada “NaftaliOS” e dizer que foi ele quem fez. Tenho que concordar que essa idéia é ótima. Mas só na teoria. 

Podemos fazer um relacionamento “por cima” entre a filosofia Open-Source e o Socialismo. Ambos são lindos no papel, mas quando postos à prática viram uma zona e ninguém sabe ao certo o que aconteceu, mas no fim, sempre tem um cara por cima se dando bem.

Os motivos para que essa filosofia não se concretize como esperado, é pelo simples fato de não termos uma organização racional e nem rígida. É sério, por mais que tenhamos uma empresa cuidando de uma distribuição, não é ela quem trabalha com o kernel, nem com a interface gráfica, nem com softwares de configuração (em muitos casos). Toda essa modularidade do sistema, que pode sim ser usada positivamente, está atualmente destruindo o que muitos esperam ver no fim. 

Se a Canonical não tem domínio sobre o Gnome, KDE e afins, como ela fará um melhor para seu S.O.? – Sei que você pode me dizer que todos são open-source e que a empresa pode modificá-los também, mas aí entramos no mesmo problema de forma recursiva.

Além disso, os criadores de tais aplicações não seguem a mesma filosofia da empresa que as utiliza. Por exemplo: A Canonical lança um Ubuntu a cada 6 meses religiosamente, mas a galera que cuida do Gnome não faz da mesma forma. Aliás, há anos que não vejo uma atualização digna de chamar de upgrade dele. Por outro lado, o pessoal que cuida do KDE nem sequer liga para seus usuários. Quem se lembra desse ocorrido tempos depois do lançamento do KDE 4?

Problemas como esse atrapalham pessoas que querem trabalhar por um Linux melhor e, consequentemente, atrapalha com a filosofia inteira. Não adianta tentar fazer um Linux para humanos, se os humanos envolvidos não agem como tais.

Prática

Todos os problemas citados em filosofia, acabam afetando significativamente a prática. Sei que a maioria dos usuários Linux afirmam que o sistema funciona perfeitamente bem e é muito estável. Isso pode ser verdade quando o sistema roda sem a interface gráfica, onde tudo acaba sendo mais simples. Porém, a partir do momento em que aumentamos as possibilidades para o usuário, mais complicado fica e mais sussetível a falhas ele se torna.

Eu já usei Linux por um tempo razoavelmente amplo e posso afirmar que já perdi horas configurando o sistema e realizando a manutenção no mesmo. Além do fato que muitas das coisas que precisamos quando ingressamos em um sistema novo, não estão disponíveis de maneira nítida e clara. Sei que se eu abrir o arquivo que se encontra em /etc/X11/xorg.conf, eu posso configurar tudo com relação a interface gráfica. Mas entendam, isso não é fácil de ser aprendido por um usuário comum que, atualmente, é o grande foco da maioria das distribuições. Acredite: Interface é tudo.

Ainda assim, se eu passei por todo esforço para aprender a configurar o sistema, ainda tenho que tomar cuidado na hora de instalar pacotes novos e atualizações. Apesar de ser completamente automatizado hoje, eles não são 100% seguros. Já recebi atualizações de pacote que acabaram por atrapalhar mais e, ao invés de apenas resolver um problema, causaram outro maior ainda. Isso se deve principalmente à filosofia dos desenvolvedores: Resolve problema, não testa e envia. Pode não ser a filosofia de todos, mas a maioria dos programadores tendem a agir dessa forma, eu sei. E se não temos alguém para organizar e manter a casa em ordem, não serão eles quem o farão.

Fora esses problemas, ainda temos outros pontos como falta de software bom e dificuldade para encontrar alternativas igualmente boas (se existirem). Por exemplo o Photoshop, ninguém conseguiu e acredito que ninguém conseguirá me convencer que o GIMP é melhor que o Photoshop. A razão? Aplique tudo o que já falei, mais o que vou falar, para ele também.

Mas, mesmo sabendo de todos esses pontos fracos, muitas pessoas ainda insistem, com argumentos como:

Você não precisa pagar para tê-lo, é livre e pode ser facilmente instalado.

Sim, eu concordo com o fato de ser fácil de instalar, apesar de já ter tido problemas, mas isso é algo primordial e que todos os outros também tem. Então, qual a diferença?

Mas, o fato de não precisar pagar gera outro problema que discutirei logo mais.

O sistema é você quem faz, se você o configurar bem, ele funcionará bem.

Eu concordo com isso também, o Linux bem configurado pode se tornar bastante robusto, mas configurar o sistema até que ele fique redondinho não é fácil e também não é intutivo, ficar modificando arquivos e reiniciando a interface gráfica não é a melhor maneira de se descobrir como deixar o sistema melhor.

Você tem escolha. Não gosta do Ubuntu? Pega o Suse. Não gosta dele também? Pega o Fedora. E assim por diante.

Isso era realmente para ser uma idéia boa, mas na prática não funciona tão bem. Pelo simples motivo de que, todos rodam em cima do mesmo kernel e todos usam os mesmos aplicativos ou semelhantes, que também possuem a mesma filosofia. Fora que, o fato de ter muitas opções, torna mais complicado saber qual a melhor a se utilizar e qual delas se adequa mais às minhas necessidades. Não adianta, a filosofia de um usuário é: “Pego uma e foda-se, se não der certo eu volto pro Windows”. E, na maioria das vezes, não dá certo.

Existem outros pontos que mereciam um post somente para eles, mas para não aumentar o texto, vou deixar apenas estes.

Conclusão

Software Livre tem uma ótima filosofia, como citei acima, mas não é compatível com a filosofia de um mundo capitalista, onde para manter um projeto como esse é preciso dinheiro. E, para dinheiro é necessário fazer com que os usuários comprem o produto, para isso é necessário agradá-los, e para agradá-los é necessário ouvir o que eles querem e implementar tudo o que for possível. A partir desse momento é possível conquistar novos usuários, manter antigos e de quebra melhorar o sistema.

Porque queremos evolução de verdade, queremos ver coisas novas, menus diferentes, cores diferentes, opções novas, efeitos novos, e o principal: queremos que funcione.

Por mais que muitos possam não concordar comigo, a Microsoft ouve sim seus usuários e corre atrás das cagadas que tenha feito. Podemos ver esse exemplo com o Windows 7, que segundo resenhas é um Vista melhorado, ou até mesmo “rebocado”. Todos cometemos falhas, o que diferencia é como resolvemos os problemas gerados por nós mesmos. A Microsoft, por ser uma empresa, quer dinheiro e para isso tem que correr atrás para melhorar seu produto, não adianta. Pronto, essa filosofia pode ser dura para muitos, mas é a que funciona, não é a toa que a maioria das pessoas usa Windows.

Como diz um colega meu: “Paga, funciona. Simples.”

 

PS.: Nunca usei Mac, apesar de minha vontade enorme, por isso não o abordei nesse artigo. Porém, se um dia o usar, pode ter certeza que escreverei algo também.

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