GuZ

A Religião OpenSource.

Categoria(s): (Artigo) por GuZ em 18-06-2009

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Atenção, este post contém doses de críticas à fanáticos (sejam fanáticos evangélicos, ateus, ou opentards), se você não aceita opiniões diferentes das suas: NÃO LEIA ESTE POST.

Imagine você, passeando pela cidade, com uma camiseta do Iron Maiden e uma pessoa te aborda, falando que não deveria faze aquilo, que não devia usar aquilo que era coisa do diabo, que não devia usar aquilo, pois era idolatria, e Deus não permite adorar ídolos e tudo mais. Talvez você já tenha passado por situação parecida, pois bem, você conheceu um fanático.

Na informática, o tipo de fanático que aterroriza os usuários de fóruns é o Fanático OpenSource, que prega a Liberdade de Software, esse fanático se torna Chato, e acaba queimando todo o movimento Open Source.

Acontece com todo mundo que entra para um novo mundo, e acaba se inundando de novas informações, seja uma religião, seja uma filosofia, seja um modelo de software, aquela febre, aquela tendência a levar outras pessoas para o que elas acham que é o melhor dos melhores, mas que conheceram apenas à alguns dias.

A Maioria das pessoas acaba deixando o fanatismo depois que vê que sua filosofia tem falhas, e continua acreditando naquilo, mas não tenta converter os outros. Acontece muito com evangélicos, que quando são recém-convertidos, tentam converter todo mundo com argumentos que nem eles entendem direito (eu confesso, eu me divirto com eles :P), e após algum tempo na Igreja, acabam se tornando pessoas normais (entenda não-fanáticas) mas com uma crença diferente daquela de quando eram não-evangélicas. Com o Linux e OpenSource acontece algo parecido, quando o garoto tá fazendo um curso técnico, lá com seus 16 anos, e vê um “mundo livre”, ele fica querendo converter todos os amigos não-geeks dele para a filosofia OpenSource. Mas quando descobre que o Linux/OpenSource ainda tem que caminhar um pouco até chegar onde estão os softwares proprietários, como o MsOffice, Adobe Photoshop etc. vai algum tempo, então, os que não voltam para o Windows (isso sem contar aqueles que não largam o Windows, mas fazem campanha pro Linux), se tornam usuários Linux não-fanáticos e acabam contribuindo para o projeto FOSS.

Existe também uma pequena minoria, que acaba acabando com a imagem do FOSS (e das Igrejas) são os fanáticos perpétuos, aqueles que colocam uma tapa, igual a de cavalos, e só vêem o que querem ver (ou o que ensinaram essas pessoas a verem), Não falo do Edir Macedo ou do Stallman, mas sim de pessoas que seguem eles como se fossem um deus. Esses, não valem seu esforço.

Para identificar um fanático, é só conversar com ele e ver os argumentos, sempre são vazios. Um dos argumentos mais usados pelos fanáticos FOSS é o fato do Software ser livre. Oras patavinas, se a idéia de ser OpenSource é ser livre, por que eu posso livre para usar Windows? É o mesmo bolodório que os evangélicos usam: Windows Livre Arbítrio, mas se eu tenho o Livre Arbítrio posso acreditar no que eu quiser, certo? Outro argumento é a grande auto-afirmação, segundo alguns psicólogos, esta é uma forma de fixar a crença em algo que ele não tenha plena certeza, ou seja, se o fanático fica falando que Deus Existe (ou que Deus não existe), falando que sua filosofia é melhor do que a dos outros, muitas vezes é por que não tem a plena certeza do que acredita.

Além desses tipos, existe um fanático, que não é fanático, mas que se faz de fanático para ganhar dinheiro em cima dos fanáticos, como é o caso do Stallman, e do Edir Macedo, por exemplo que lucram muito com o fanatismo dos fanáticos por eles. Esses são fanáticos de respeito, que merecem a admiração, pois souberam se aproveitar de uma oportunidade para criar seu mercado e serem bem sucedidos financeiramente, mas eu não discutiria religião com um deles ;)

Além dos fanáticos que eu citei, a gente pode encontrar vários tipos, Fanáticos Petistas, Vegetarianos (quem já encontrou um desses sabe como são chatos), Corintianos/Flamenguistas/Palmeirenses, enfim, usei os exemplos dos Fanáticos Religiosos por que são os mais comuns mesmo.

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GuZ

O que aprendemos com o Opensource?

Categoria(s): (Artigo, Nerd) por GuZ em 12-03-2009

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Já fiz em vários momentos, duras críticas a comunidade OpenSource, principalmente por falta de organização, além de várias piadas, comparando os entusiastas com comunistas, mas, são piadas né?

Acontece que muita coisa que hoje é utilizada em Softwares proprietários foram baseadas ou copiadas descaradamente de aplicações opensource.

APT-GET/SYNAPTIC: O Conceito, se você guardar todos os programas necessários para um Sistema em uma determinada “loja”, concentrando tudo num lugar só, ou seja: Appstore, e outras tendências.

Navegação por abas: A comunidade Opera diz que eles começaram, mas o Firefox foi responsável por popularizar os navegadores com abas, o que facilita muito a navegação.

Sudo:  O Sudo inspirou o UAC do Windows Vista, odiado por uns, adorados por outros, o UAC funciona d forma bem diferente do Sudo, mas tem um conceito parecido: Elevar um não-admin a Admin para facilitar o trabalho na hora de um suporte, por exemplo.

Mysql: Banco de dados muito utilizado no mundo inteiro, é considerado um dos melhores bancos-de-dados do mundo. Totalmente Opensource.

Isso sem contar vários sistemas de gerenciamento de conteúdo para sites ou portais, como o PHPNUKE, Joomla, Xoops e bibliotecas JavaScript como o  prototype que já são consideradas indispensáveis para o desenvolvimento de um portal de qualidade.

Enfim, O OpenSource não é só cópia de aplicativos proprietários e merece uma atenção especial de quem se dedicar a desenvolver aplicações desse tipo, e não tratar como um hobby, contudo continuará sendo alvo de comparações humorísticas com o Comunismo. Será que o Stallman ficaria bem de Barba, Sobretudo e comandando um pequeno país na américa latina?

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