Cinco RPGs que mudaram meus conceitos como gamer
Categoria(s): (Artigo, Games, Nerd, Retro-Games) por Pedro Zambarda de Araújo em 26-07-2011
Tags : Inspiração, RPG
O que um jogo precisa ter para mudar seus conceitos como jogador? E, afinal, quais são seus conceitos como gamer? Pra mim, um bom jogo não precisa ter nada de estupendo, pode até ser clichê – se for divertido.
No entanto, existem games que passam da média e, com ideias muito avançadas, constroem novidades na área de jogos eletrônicos. Segue abaixo cinco sugestões de jogos que mudaram meus padrões na indústria dentro do gênero de RPG.
1. Pokémon Red/Blue/Yellow e todas as outras versões

Ser um treinador Pokémon era uma coisa da minha geração que consumia mangás e gostava de bichinhos virtuais de estimação. Mas a verdadeira virtude do RPG criado por Satoshi Tajiri e pela produtora Game Freak era manipular os atributos, a evolução e os golpes de mais de 150 personagens.
Num RPG realmente complexo, você deixava de ter um protagonista tradicional e passava a criar, individualmente, monstros próprios para combate. A Nintendo colaborou criando cada vez mais e mais bichos, deixando o jogo extremamente equilibrado. Quando eu me vi com meu Game Boy, estava fazendo tantos raciocínios quanto num jogo de xadrez.
Pokémon é um divisor de águas. Se você não jogou por algum tipo de preconceito, large-o agora e tenta experimentá-lo no Nintendo DS mais próximo.
2. Jade Cocoon

Jade não é exatamente um RPG tão diferente de Pokémon. A premissa é a mesma: Capturar e treinar monstros na floresta. O salto que ele deu para os Role-playing Games? Fundir suas criaturas, criando personagens novos.
Foi a melhor junção de The Sims com um jogo de batalhas que eu já vi no PlayStation.
3. Grand Theft Auto San Andreas

Ok, este nem é RPG. Mas, sim, traz lições para o gênero. Na verdade, eu resolvi colocar ele para não colocar The Sims.
A ideia de ser um ladrão do gueto dos negros e ascender socialmente faz parte de toda a história linear de GTA. O mundo aberto que permite que você roube carros e faça assaltos também. A grande novidade é: Desenvolver o físico de seu personagem, comer alimentos, engordar e fazer exercícios.
Com esses elementos de jogo de interpretação, seu protagonista pode, literalmente, interpretar um papel próprio, sem se passar pelas definições pré-estabelecidas no game. É uma excelente lição de como fundir RPG com um jogo de mundo aberto.
4. World of Warcraft

Este estaria em primeiro lugar de muitas listas de RPGs. A questão é: O que ele traz de inovador para o gênero? Nada. E tudo.
Warcraft contribuiu para uma divulgação massiva do gênero, reuniu jogadores de diferentes partes do globo e se tornou o maior sucesso para PC na primeira década dos anos 2000. Todos passaram a conhecer Trolls, Orcs, Elfos e Mortos-Vivos através das histórias envolventes da Blizzard.
Ele é um triunfo dos enredos “tipo Dungeons & Dragons”. Vale conhecer.
5. Full Throttle

Novamente não é um RPG que entra nessa lista, mas um jogo de aventura de motoqueiro com diálogos que podem ser decisivos na jornada do protagonista. O que ele traz de vantagem para o RPG? O poder das decisões dos personagens.
Quando a Lucasfilm investiu em Full Throttle, jamais imaginaria que esse jogo simples para PC-Windows desse origem para uma série complexa como Mass Effect, profundamente inspirada em Star Trek. Esse game é a prova que as inspirações para fazer um bom jogo de interpretação podem (e muitas vezes devem) vir de fora.
E ai, você sugere mais cinco para a categoria dos Role-playing Games?





