Relembrando os velhos tempos: Grim Fandango
Categoria(s): (Games, Nerd, Review) por Naftali em 08-03-2009
Tags : Game, Grim Fandango, jogo, Lucas Arts, Review, Velhos Tempos
Introdução
Imagine “acordar” um dia sem saber onde está, para onde foi, e o pior, sem nada que você tenha conquistado. Ainda por cima se deparar com pessoas em formato cadavérico e vestidas de morte. E então você descobre que está morto.
Estranho? Foi isso o que aconteceu com o Sr. Flores, em seu primeiro dia na terra dos mortos. Mas para felicidade (ou não) dele, o mesmo fora levado [para a terra dos mortos] pelo seu novo agente de viagens: Manuel Calavera, protagonista da história. No primeiro encontro ele descobre não só que está morto, mas também que terá que enfrentar uma dura e longa jornada de 4 anos, chamada “A jornada de 4 anos da alma”.
Intimidante. Porém, ela pode ser melhor, se o recém-defunto pegar o dinheiro com que foi enterrado e comprar um, dentre os três tickets disponíveis. Ou seja, ele pode fazer essa viagem em um lindo carro esporte, ou até fazer um cruzeiro! Mas, se ele foi muito bom na vida, pode conseguir uma passagem no “No. 9″, um trêm que faz a viagem em 4 minutos ao invés de 4 anos. Lindo, pena que o Flores não pode comprar nenhum dos três.
Você deve estar se perguntando para que a viagem, e para onde o recém-presunto vai. A viagem o leva para a terra do descanso eterno [aka. Céu, Heaven, Paraíso e afins], lugar onde todas as almas sonham ir um dia.
Veja agora com o vídeo de abertura do jogo que demonstra o que disse. Infelizmente não encontrei em português (sim, o jogo tem versão em português. Lembraram da gente! \o/)
O Jogo
Grim Fandango foi lançado pela Lucas Arts (empresa de um cara aí chamado George Lucas, conhece?) em 1997. Apesar de não ter sido muito conhecido pelas terras brasileiras, o jogo fez muito sucesso lá fora, tornando-se um dos melhores jogos de aventura da época. Não é a toa, ele traz consigo uma trama de digna de filme, com tudo que sempre queremos ver: traição, crime, corrupção (e você achava que ia se livrar disso quando morresse, né? Pois é, esqueça!) e uma pitada de folclore mexicano.
Nele você não morre. Afinal, você já está morto. O que pode acontecer, no máximo, é você viver novamente (acredite, isso existe. No jogo eles possuem uma “arma” que faz você virar flores, ou seja, ganhar vida novamente). Mas, seguindo a trama, você não morre mesmo (pelo menos foge do contexto padrão de filmes hollywoodianos, onde o “mocinho” morre no final). Por esse motivo, o jogo concentra-se na trama e nos problemas que você tem que resolver durante a jogatina, o que o torna mais criativo e difícil. Sério, foi um dos jogos mais difíceis que já joguei.
Personagens
É incrível como os personagens se tornam parte importante da trama. Não só o principal ou alguns em volta dele, mas todos têm uma ponta de importância significativa.
Dentre os principais temos:
Manuel Calavera (“Manny”, para os íntimos)
Personagem principal do jogo, que trabalha como agente de viagens para novos mortos. Apesar de oferecer ótimas oportunidades para recém-presuntos, ele mesmo está precisando de uma oportunidade melhor. Afinal, todos querem um descanso, não?
“Colega” de trabalho de Manuel Calavera. Atualmente recebe mais comissão por conseguir clientes melhores e com mais grana. E isso está irritando Manny (que costumava ser o melhor vendedor).
Chefe de Manny e Dom na agência de viagens. Está tramando contra Manuel, junto com Dom. Por isso o mesmo não consegue mais encontrar clientes pompudos.
Secretária de Don Copal e grande amiga de Manuel.
Esses não são todos, mas apenas o que vemos a princípio. Conforme a trama se desenrola, outros personagens (não menos importantes) surgem.
Conclusão
Grim Fangando, apesar de antigo, possui um ambiente que agrada até jogadores novos, com ambientes em 3D cheios de detalhes. É difícil de acreditar como o mesmo não foi reconhecido aqui como deveria. Mas, mesmo assim, não deixa de ser uma ótima opção para pessoas que estão procurando jogos alternativos, até para os dias atuais.





